Pesquise neste blog / Search in this blog

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Superfine Dandelion - 1967 - Superfine Dandelion


Mais uma banda psicodélica da Costa Oeste americana. Superfine Dandelion foi formado em Phoenix, no início de 1967, pelo cantor, guitarrista e principal compositor Mike McFadden. A banda mistura rock psicodélico, folk rock e pop. O primeiro e único LP da banda foi lançado no mesmo ano, claramente inspirado no Jefferson Airplane, seja em acordes, harmonias ou letras. Também há referências ao Lovin' Spoonful e Buffalo Springfield. O álbum teve pouco impacto e o grupo se desfez em 1968. O baixista Rick Anderson foi para o Tubes, chegando a tocar depois com Linda Ronstadt e Karla Bonoff. O disco do Superfine Dandelion foi relançado em 2000 pela Sundazed, incluindo quatro faixas da época anterior à formação do grupo, quando eles ainda se chamavam Mile Ends.

Tracklisting:
1. Candy Man Neil, Ross 2:51 Composed by: Neil, Ross - Performed by: Mile Ends
2. Bottle Up and Go McFadden 2:16 Composed by: McFadden - Performed by:
Mile Ends
3. I Can Never Say Arthur, May, Taylor 3:07 Composed by: Arthur, May, Taylor - Performed by:Mile Ends
4. Bring 'Em on In Morrison 3:03 Composed by: Morrison - Performed by:Mile Ends
5. Ferris Wheel McFadden 2:43
6. People in the Street Black, Carver, Collins ... 3:32 Composed by: Black, Carver, Collins, McFadden, Musil
7. Crazy Town (Move on Little Children) Collins, Musil 3:07
8. My Place McFadden, Musil 2:14
9. Day and Night McFadden, Musil 2:49
10. Shameful Lady McFadden, Musil 2:43
11. Janie's Tomb McFadden, Musil 2:55
12. It's Raining Collins, Musil 3:05
13. Don't Try to Call Me McFadden, Musil 2:56
14. The Other Sidewalk Collins, Musil 3:05
15. What's the Hurry? McFadden, Musil 2:50
16. Mr. and Mrs. Potato Head [#] Black, Carver, Collins ... 2:46 - Composed by: Black, Carver, Collins, McFadden, Musil
17. Ferris Wheel McFadden 2:38
18. The Other Sidewalk [Acoustic Version] Collins, Musil 6:39

quinta-feira, 19 de julho de 2007

A bíblia dos colecionadores


Bom, falei do Sacred Mushroom aí em baixo e tive a idéia de disponibilizar aqui também a chamada "Bíblia dos Colecionadores", o melhor guia que existe para os colecionadores de raridades do rock em todo o mundo. São quatro volumes do "Record Collector Dreams", do colecionador austríaco Hans Pokora, com álbuns raros de todos os continentes, de rock psicodélico, hard rock, progressivo, garage, folk, blues, etc. Todos são apresentados com suas capas originais e uma espécie de "escala de raridade", que mede a probabilidade de se encontrar determinado álbum (não o CD, mas o vinil original da época). Classificado por nosso amigo Outran (responsável pelo upload do material) como "essencial". Um verdadeiro sonho de consumo para qualquer colecionador! A imagem aí do lado é do volume 01.

Donwload

The Sacred Mushroom - 1969 - The Sacred Mushroom


Quer embarcar numa viagem ácida? Eis os cogumelos sagrados. Banda americana de Cincinnati, Ohio, liderada por Larry Hoshorn (guitarra e vocais) e seu irmão Danny Goshorn (vocais). Originalmente, um quinteto de blues rock. Este é seu únicp LP, que contém covers memoráveis de músicas como "I'm not Like Everybody Else", dos Kinks, e faixas como "Catatonic Lover", cuja sonoridade lembra "3/5's of a Mile in 10 Seconds", do Jefferson Airplanle. A faixa mais longa do disco é "Lifeline", que relembra os blues seminais de bandas como Fleetwood Mac. "Mean Old World" é outro cover, este do John Mayall's Bluesbreakers. O disco foi relançado por Larry em 1995 depois de muitos anos circulando como gravação pirata na Europa.
Detalhe: Larry e seu irmão ainda estão na ativa, gravando e se apresentando como Goshorn Brothers. Mais informações em: http://www.goshornbrothersmusic.com/.
Outro detalhe: este álbum figura na lista do colecionador austríaco Hans Pokora - "Record Collector Dreams", sendo classificado como "raro".

Tracklisting:
1. I Don't Like You Goshorn, Hamilton 2:50
2. You Won't Be Sorry Goshorn 2:15
3. Catatonic Lover Goshorn 3:00
4. All Good Things Must Have an End Goshorn 4:40
5. I'm Not Like Everybody Else 4:34
6. I Take Care Goshorn 4:57
7. Mean Old World 4:38
8. Lifeline Goshorn 6:34

Donwload

Nova versão sobre a morte de Jim Morrison


Jim Morrison pode não ter morrido de parada cardíaca na banheira do seu apartamento em Paris, no dia 3 de julho de 1971. Segundo o jornalista Sam Bernett, que se diz amigo pessoal do vocalista dos Doors, ele morreu de overdose de heroína no banheiro do clube Rock'nRoll Circus, na capital francesa. Vejam só: Bernett acaba de lançar o livro "The End - Jim Morrison" e diz que dois traficantes teriam aparecido no clube e levado o corpo de Morrison para o apê do cantor, colocando-o na banheira, tentando reanimá-lo sem sucesso. Se for mesmo verdade, morre mais um mito...

Leia mais aqui.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Blues Magoos - Psychedelic Lollipop (1966)/Eletric Comic Book (1967)


Demorou, mas rolou. Eis os dois primeiros álbuns de uma das mais psicodélicas das mais psicodélicas das bandas americanas... Blues Magoos, formada em 1964 em Nova York. Edição americana do selo Collectables, de 1999, direto da minha CDteca para vocês. São os dois álbuns em um único CD. As faixas de 1 a 10 são do Psychedelic Lollipop (1966), enquanto que as faixas de 11 a 22 pertencem ao Eletric Comic Book (1967). Ambos recheados de acid pop e rock and roll garageiro, com muitas pitadas de blues.
Psychedelic Lollipop abre com a fenomenal "(We ain't got) Nothin' Yet", música que figurou no top ten entre dezembro de 1966 e fevereiro de 1967, chegando a vender um milhão de cópias. Outro single, "Tobacco Road", também foi bastante tocado. Gosto especialmente de "Gotta Get Away". Há ainda "One by One, que viria a estourar em 1967, e a excelente "She's Coming Home".
Eletric Comic Book traz outros dois hits famosos da banda, "Pipe Dream" e "There's a chance we can make it". E uma incrível versão de "Gloria", de Van Morrison. Atenção ainda para "Rush Hour". Aliás, o que diferencia o Blues Magoos de outras bandas Nuggets é justamente a capacidade de produzir hits. O álbum inteiro parece um desfile de hits, de singles fabulosos. A banda acabou ainda em 1968, após o terceiro álbum, Basic Blues Magoos. A tensão aumentou e Peppy Castro se juntou ao elenco do musical Hair, da Broadway. Depois ele chegou a formar outras bandas, como a Barnaby Bye e a Wiggy Bits, inclusive com excursões no folk rock, mas nenhuma fez tanto sucesso quanto Blues Magoos.


Tracklisting:
1. (We Ain't Got) Nothin' Yet
2. Love Seems Doomed
3. Tabacco Road
4. Queen Of My Nights
5. I'll Go Crazy
6. Gotta Get Away
7. Sometimes I Think About
8. One By One
9. Worried Life Blues
10. She's Coming Home
11. Pipe Dream
12. There's A Chance We Can Make It
13. Life Is Just A Cher O' Bowlies
14. Gloria
15. Intermission
16. Albert Common Is Dead
17. Summer Is The Man
18. Baby, I Want You
19. Let's Get Together
20. Take My Love
21. Rush Hour
22. That's All Folks

Formação:
Peppy Castro - vocais e guitarra
Ronnie Gilbert - baixo
Ralph Scala - teclados
Mike Sposito - guitarra
Geoff Daking - bateria

Donwload

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Stoned - a vida selvagem e infernal de Brian Jones


Acabei de assistir a "Stoned" (UK, 2005), uma produção inglesa que tenta retratar os mistérios da vida selvagem e infernal de Brian Jones, o lendário guitarrista dos Rolling Stones que apareceu boiando na piscina de sua casa de campo em 1969. "Stoned" quer dizer "drogado". O filme conta como foram os anos de decadência de Brian, mas também mostra em flashbacks como ele, adolescente, mergulhou no rhythm and blues e decidiu montar uma banda de rock. Para ajudá-lo na tarefa, convidou os amigos Mick Jagger e Keith Richards.

Brian foi, de fato, o líder dos Stones nos primeiros anos da banda. Ele era a verdadeira "majestade satânica", ao mesmo tempo angelical e decadente, que escandalizava a sociedade britânica, enquanto que Mick Jagger não passava de um jovem tímido. Entretanto, a consolidação da parceria Jagger/Richards e o seu mergulho nas drogas (LSD principalmente), acabaram minando seu poder dentro do grupo. Brian preferia ficar em casa se drogando do que ir gravar no estúdio. Seu mundo passou a se resumir a prisões por porte de drogas, advogados e fianças. Mas acredito que sua participação enquanto músico foi brilhante pelo menos até 1967. No filme há uma seqüência bem interessante sobre a passagem dos Stones por Marrakesh, o que provavelmente despertou em Brian o interesse por instrumentos exóticos, como a cítara, bem presente no álbum Their Satanic Majesties Request, de 1967. Sua excentricidade levou-o ao semi-isolamento numa casa de campo.

"Despedido" da banda em junho de 1969, foi encontrado morto poucos dias depois na psicina, fato até hoje não esclarecido. No laudo oficial, consta como um acidente. Mas o filme vai além - indica que Frank Thorogood, um empreiteiro que comandava uma reforma na casa de 900 anos, teria afogado Brian. Frank, de homem pacato, acabou embarcando nas viagens do guitarrista de temperamento difícil e caprichoso, passando a ser uma espécie de babá de Brian. Começou a beber descontrolavelmente, a se drogar e a participar de orgias com as mulheres de Brian. Um triste fim. Como uma última homenagem, os Stones fizeram o show Stones in the Park, que reuniu cerca de 500 mil pessoas no Hyde Park, em Londres, em 5 de julho de 1969. Originalmente, a apresentação serviria para apresentar um novo integrante da banda... Um filme que realmente vale a pena ver.