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terça-feira, 19 de junho de 2007

Monterey Pop Festival - Coletânea exclusiva


Como prometido, aqui está uma coletânea exclusiva do Monterey Pop Festival, em comemoração aos 40 anos do lendário festival que aconteceu de 16 a 18 de junho de 1967 na Califórnia. Foi o primeiro festival de rock da história e chegou a reunir mais de 200 mil pessoas. Mais informações aqui.
Para quem não assistiu ainda, recomendo ver o filme do D.A. Pennebaker, que retrata com fidelidade o clima do festival. A imagem aí do lado é do poster promocional do evento. Notem a tipografia e os traços psicodélicos...

Bom, compilei 28 canções e dividi em dois CDs com 14 faixas cada. O CD1 abre com "Somebody to Love", do Jefferson Airplane, passeia por The Who, numa performance memorável de "My Generation", continua com Steve Miller Band, Scott McKenzie, Simon and Garfunkel, Buffalo Springfield, Eletric Flag, The MG's and The Mar-Keys, Country Joe and The Fish, Canned Heat, Booker T & the MG's, fechando com "California Dreaming", do Mamas and Papas. Mais emblemático impossível.

O CD2 abre com a continuação do show do Mamas and Papas, cantando "Monday Monday", depois passa para Big Brother and Holding Co. com Janis Joplin - atenção à comovente interpretação de "Ball and Chain" -, mostra The Byrds, The Animals, Paul Butterfield Blues Band, Johnny Rivers, até chegar a Jimi Hendrix, que aqui é "premiado" com cinco canções, incluindo a incendiária "Wild Thing". Quem fecha o disco é Otis Redding mandando ver em num cover de "Satisfaction", porque sempre fica um gostinho de "quero mais", não é mesmo?

Espero que gostem. Aguardo comentários!

Tracklisting:
CD1
01 - Jefferson Airplane - Somebody to Love
02 - Jefferson Airplane - White Rabbit
03 - The Who - Summertime Blues
04 - The Who - My Generation
05 - Steve Miller Band - Mercury Blues
06 - Scott McKenzie - San Francisco
07 - Simon and Garfunkel - The Sound of Silence
08 - Buffalo Springfield - For What It's Worth
09 - Eletric Flag - Night Time is the Right Time
10 - The MG's and The Mar-Keys - Do the Dog
11 - Country Joe and The Fish - Not So Sweet Martha Lorraine
12 - Canned Heat - Bull Frog
13 - Booker T and The MG's - Booker Lou
14 - The Mamas and The Papas - California Dreaming

CD2
15 - The Mamas and The Papas - Monday Monday
16 - Big Brother & The Holding Co. with Jans Joplin - Down on Me
17 - Big Brother & The Holding Co. with Janis Joplin - Ball and Chain
18 - Grateful Dead - Viola Lee Blues
19 - The Byrds - So You Want to be a Rock and Roll Star
20 - The Animals - Ginhouse Blues
21 - Paul Butterfield Blues Band - Drifitin' Blues
22 - Johnny Rivers - Memphis Tennessee
23 - The Jimi Hendrix Experience - Like a Rolling Stone
24 - The Jimi Hendrix Experience - Hey Joe
25 - The Jimi Hendrix Experience - Purple Haze
26 - The Jimi Hendrix Experience - The Wind Cries Mary
27 - The Jimi Hendrix Experience - Wild Thing
28 - Otis Redding - Satisfaction

quinta-feira, 14 de junho de 2007

The Hollies - 1967 - Evolution


Mais um clássico de 1967, continuando as comemorações dos 40 anos do Verão do Amor.
The Hollies foi uma das mais bem sucedidas bandas da chamada British Invasion. Eles começaram a gravar em 1963, mostrando muito R&B e covers de rock, meio Beatles, meio Everly Brothers, meio Kinks. Não demorou muito, a banda conseguiu forjar um estilo próprio e inconfundível, baseado num sofisticado folk rock, misturando com sons psicodélicos a partir da segunda metade dos anos 1960. Allan Clarke (guitarras) e Graham Nash (vocais, guitarra) formam o núcleo principal, tanto é que a banda se dissolveu após a saída de Nash, em 1969, que foi brincar de deus com David Crosby, Stephen Stills e Neil Young. O resultado foi o fabuloso "Dèja Vu", de 1970.
"Evolution" é sucessor de "Butterfly", postado aqui anteriormente. Relançado em CD pela Sundazed, a versão que trago aqui é uma edição russa de 2003, com cinco faixas bônus, retiradas de singles lançados na época. O álbum mescla pop e psicodelia, com belas construções harmônicas nos vocais. "Carrie-Anne" já indica os novos caminhos trilhados pela banda, que ficam mais evidentes em "You Need Love", cheia de guitarras distorcidas. Já "Then the Heartaches Begin" traz uma batida meio freak. Há, ainda, a pérola acústica "Stop Right There" e a barroca 'Ye Olde Toffee Shoppe".
Tracklisting:
1. Carrie-Anne Clarke, Hicks, Nash 2:55
2. Stop Right There Clarke, Hicks, Nash 2:23
3. Rain on the Window Clarke, Hicks, Nash 3:10
4. Then the Heartaches Begin Clarke, Hicks, Nash 2:44
5. Ye Olde Toffee Shoppe Clarke, Hicks, Nash 2:17
6. You Need Love Clarke, Hicks, Nash 2:28
7. Heading for a Fall Clarke, Hicks, Nash 2:17
8. Games We Play Clarke, Hicks, Nash 2:46
9. Lullaby to Tim Clarke, Hicks, Nash 3:00
10. Have You Ever Loved Somebody Clarke, Hicks, Nash 2:57
11. When Your Lights Turned On [*] Clarke, Hicks, Nash 2:31
12. Water on the Brain [*] Clarke, Hicks, Nash 2:22
13. Jennifer Eccles [*] Clarke, Nash 2:44
14. Signs That Will Never Change [*] Clarke, Hicks, Nash 2:29
15. Open Up Your Eyes [*] Clarke, Hicks, Nash 2:49
Donwload pelo Badongo

terça-feira, 12 de junho de 2007

Geração Paz e Amor


Matéria no Jornal Hoje, da Rede Globo, fala de uma exposição em Nova York sobre os anos 60. O que me chamou a atenção foi a trilha sonora: Janis, Jimi, Beatles, Stones... E muitas imagens legais da época. Reportagem de Lília Teles.

Leia o texto e veja o vídeo aqui.

40 anos do Monterey Pop Festival


É... O Monterey Pop Festival, o primeiro festival de rock de todos os tempos, está fazendo 40 anos! Para lembrar a data, a agência de notícias Reuters publica uma entrevista com o produtor musical Lou Adler, um dos organizadores da festa, que hoje está com 73 anos. Apresentaram-se no evento nomes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Who (foto), Mamas and Papas e Ravi Shankar, entre outros. Todos no auge da criatividade! Vamos preparar um material sintetizando os melhores momentos do festival. Aguardem!

Leia entrevista com Lou Adler aqui.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

A lenda do Sargento Pimenta


Comemorações pelos 40 anos do lançamento do Sgt. Pepper's comprova fascínio que o disco continua a despertar em várias latitudes e entre várias gerações

*Renato L
Da equipe do Diario

Dia 1º de junho de 1967. Essa data tem um lugar especial na história da cultura pop. Há 40 anos, os Beatles lançavam oficialmente Sgt. Pepper's lonely hearts club band, o oitavo LP de sua carreira. Muitos dos que viveram na década de 60, trazem ainda na memória a primeira vez que escutaram suas faixas ou se depararam com a capa criada pelo designer Peter Blake. Talvez apenas a chegada do homem à Lua tenha causado o mesmo impacto entre o público da época. Hoje, em plena era da internet e da globalização, o culto ao Sargento Pimenta continua vigoroso. É o que provam os festejos organizados mundo afora diante da efeméride e o amplo espaço reservado ao disco na mídia.


Sgt. Pepper's - para boa parte da crítica e muitos fãs - não é o melhor álbum dos Beatles. Nas listas organizadas pelas revistas especializadas, o LP aparece muitas vezes atrás do Revolver ou do Rubber soul. É duvidoso, também, que reine absoluto como o grande lançamento de 67. Afinal, esse ano mágico marca as estréias do The Doors, do Pink Floyd e de Jimi Hendrix. Os quatro de Liverpool nem mesmo anteciparam uma tendência musical: a psicodelia já corria solta nas ruas da Califórnia e letras complexas eram esboçadas por Bob Dylan desde o início da década.

Por que, então, o Sgt. Pepper's causou (e ainda causa) tamanha comoção? Sua capa impactante é uma resposta óbvia: a reunião de personagens históricos e do show business em torno da banda do Sargento Pimenta transformou-se numa das mais parodiadas da história. Os recursos técnicos utilizados também servem de explicação: gravar em quatro canais, utilizar fitas em sentido contrário, contratar uma orquestra completa, tudo isso era pouco usual no pop da época. O fundamental, no entanto, reside na genial capacidade dos Beatles de aliar inovação e senso comercial. Pegar as tendências inovadoras, polir as arestas mais inquietantes e jogar o maravilhoso molho pop da dupla Lennon e McCartney. Nessa arte, eles eram imbatíveis.


Sgt. Pepper's já rendeu um filme homônimo estrelado porPeter Frampton na segunda metade dos 70. Foi um merecido fracasso de crítica e de público. O semanário inglês NME prestou uma homenagem mais convincente em 88, com um disco-tributo que trazia o Sonic Youth (Within you without you) e o Fall (A day in the life) como destaques. A edição de março da revista Mojo também trouxe um disco-tributo centrado na nova safra britânica. A Rádio 2 da BBC (www.bbc.co.uk) promete para o sábado um programa especial com versões realizadas por Kaiser Chiefs, Travis e outros convidados. O material foi gravado no mesmo equipamento de quatro canais das sessões originais.


As comemorações pelos 40 anos do Sgt. Pepper's envolvem, ainda, o lançamento pela editora Conrad da tradução de The act you've know for all these years. Trata-se de um perfil completo das gravações assinado pelo escritor e crítico Cinton Heylin. O livro chega às prateleiras em novembro.



* O Diario agradece a colaboração do colecionador Gustavo Montenegro


Sgt. Pepper's lonely hearts club band

Sgt. Pepper's lonely hearts club band (Lennon e McCartney) - Paul buscou inspiração para nomear a banda do Sargento Pimenta na psicodelia da Costa Oeste americana. Na Califórnia e arredores ninguém mais formava bandas com nomes curtos tipo Beatles ou The Who. "Todo mundo usava títulos como Fred and his Incredible Shrinking Grateful Airplanes", ironizou Lennon anos depois.
With a little help from my friends (Lennon e McCartney) - Lennon e McCartney compuseram essa para um velho amigo: Ringo Starr. "Acho que foi a melhor das músicas que fizemos para ele", disse Paul em 94. O cantor inglês Joe Cocker assinou uma regravação famosa, apresentada com enorme sucesso no festival de Woodstock.
Lucy in the sky at diamond (Lennon e McCartney) - Não tem nada a ver com LSD: "meu filho Julian mostrou um desenho que havia feito na escola para uma amiguinha chamada Lucy. Ele tinha desenhado algumas estrelas no céu e chamou 'Lucy in the sky with diamonds'. As imagens da letra vêm de Alice no País das Maravilhas. Há também aimagem de uma mulher que poderia aparecer um dia e me salvar, poderia ser 'Yoko no Céu com Diamantes'#" (Lennon em 1980).
Getting better (Lennon e McCartney) - 'Eu era cruel com minha mulher. Eu batia nela e a mantinha longe das coisas que ela amava'. O machista cruel que escreveu essa linha chamava-se John Lennon. Numa entrevista de 80, ele abriu o coração com uma sinceridade espantosa: "Getting better é uma espécie de diário. Eu briguei com homens e mulheres. Não conseguia me expressar direito e batia. Levou muito tempo até eu reconhecer em público que tratava as mulheres como um gangster".
Fixing a hole (Lennon e McCartney) - Essa é só de Paul - apesar da assinatura conjunta. Numa entrevista de 84, ele contou uma história curiosa sobre a gravação: "Na noite da sessão, um cara apareceu em minha casa e disse que era Jesus. Então, eu levei ele pro estúdio. Não podia perder a oportunidade de apresentar Jesus pros rapazes#".
She's leaving home (Lennon e McCartney) - A primeira música dos Beatles com um arranjo não-assinado por George Martin. Ele não estava disponível quando chegou a hora de pensar o arranjo das cordas. Paul chamou, então, um produtor da gravadora Decca, Mike Leander. Sheila Bromberg tocou harpa: era a primeira mulher a participar de um disco dos Beatles.
Being for benefit of Mr Kite (Lennon e McCartney) - A inspiração para a letra veio de um poster do século 19 que Lennon comprou numa loja de antiguidades. Era o anúncio de um show de variedades estrelado por um certo Mr. Kite. Foi uma das três canções do álbum vetadas pela BBC. Motivo: o personagem Henry the Horse combinava duas palavras usadas como gíria para Heroína.
Within you without you (George Harrison) - É a segunda composição de George Harrison composta sob influência da música clássica indiana. A primeira, Love to you, apareceu no Revolver. Um grupo de instrumentistas indianos participou das gravações.
When I'm sixty four (Lennon e McCartney) - Paul escreveu a parte instrumental aos 15 anos. Era usada no início da carreira dos Beatles como uma alternativa para aqueles momentos quando os amplificadores quebravam ou faltava energia elétrica. Lennon detestava a faixa: "é completamente de Paul. Nunca sonhei em escrever uma canção como essa".
Lovely Rita (Lennon e McCartney) - Acredite se quiser: Paul morreu em meados dos anos 60 em um desastre de carro. Ele foi se engraçar por uma guarda de trânsito chamada Rit
a, se distraiu e pronto!!# uma das inúmeras teorias conspiratórias que cercaram o Sgt. Pepper's.
Good morning, good morning (Lennon e McCartney) - A letra é inspirada em um jingle da Kellogg's: "Good morning, good morning, the best to you each morning, sunshine breakfeast, kellogg's corn flakes, crisp and full of fun". Foi a primeira faixa dos Beatles com o uso maciço de efeitos sonoros.
A day in the life (Lennon e McCartney) - John abriu o jornal e se deparou com duas notícias: a morte de um herdeiro da Guiness em um desastre de carro e outra envolvendo quatro mil buracos em Blackburn, Lancashire. Tirou inspiração para a letra daí. Mas essa é uma composição realmente de Lennon e McCartney: trechos da letra e dos arranjos tiveram a decisiva colaboração de Paul. O arranjo de orquestral do final é inspirado em Stockhausen.
Sgt. Peppers lonely hearts club band (reprise) - (Lennon e McCartney) -Deveria ser a última faixa do disco. O prolongado acorde final de A day in the life mostrou-se, no entanto, tão definitivo que mudou os planos dos Beatles.


* Publicado no jornal Diario de Pernambuco em 1º/06/07.


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(link postado por Maurício Ruzene na comunidade 1967 - O Ano da Psicodelia)