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segunda-feira, 26 de março de 2007

The Rolling Stones - The Satanic Majesties Request



Ricardo Schott escreveu um artigo bem interessante na Freakium sobre esse disco dos Stones. Traz comentários faixa a faixa e fotos curiosas. Leiam aqui.

Roger Waters deixa público de São Paulo em êxtase com clássicos do Pink Floyd



Da Redação
Ayrton Vignola/Folha Imagem
Roger Waters durante show no estádio do Morumbi, em São Paulo
FOTOS DO SHOW EM SÃO PAULO
FOTOS DO SHOW NO RIO
OUÇA ROGER WATERS
LETRAS DE MÚSICAS
TURNÊ LATINA

O músico inglês Roger Waters fez na noite deste sábado o segundo e último show da turnê "Dark Side of The Moon" no Brasil. A apresentação aconteceu em São Paulo, no estádio do Morumbi, para cerca de 45 mil pessoas. O ex-pink floyd também tocou na sexta-feira (23) no Rio de Janeiro. A apresentação carioca foi marcada por um problema técnico com o som, que não se repetiu na capital paulista.
Waters, de 62 anos, deixou a platéia extasiada com clássicos do Pink Floyd, canções de sua carreira solo e todas as faixas do álbum "Dark Side of The Moon", lançado em 1973. Foram cerca de duas horas e meia de música com ótima qualidade de som, efeitos e visual caprichado nos telões que ficavam no fundo e aos lados do palco.
O baixista e cantor apareceu com sua banda às 21h05 para a primeira parte do espetáculo. A música "In the Flesh" abriu o repertório, que contou ainda com grandes sucessos do Pink Floyd, como "Mother", "Shine on You Crazy Diamond" e "Wish You Were Here", cujas letras foram cantadas pela platéia, bastante empolgada e variada em idade.
A segunda metade desse início de show reuniu canções de caráter político e antiguerra. Durante "Southampton Dock", o telão exibia imagens de tanques, bombardeiros e cenas de combate. "Fletcher Memorial" foi acompanhada por fotografias de líderes políticos como George Bush, Joseph Stálin e Saddam Hussein. Em "Perfect Sense" um boneco inflável em forma de astronauta flutuou em frente ao telão, que mostrava imagens da lua.
Em seguida, Roger Waters tocou uma canção nova, "Leaving Beirut", sobre o período em que o cantor passou na capital libanesa aos 17 anos. A música é dedicada à família local que o acolheu após o carro em que viajava ter quebrado. "Nunca esqueci como fui bem tratado", disse. A letra pacifista e o episódio vivido por Waters eram contados em forma de história em quadrinhos no telão. Apesar de ser a música menos conhecida do show, ganhou impacto graças a esse recurso visual.
Quando começou a última música, "Sheep", o famoso porco inflável cor-de-rosa surgiu sobre o estádio, puxado por cabos. Frases de protesto como "O Brasil está sendo vendido", "Assassinos, deixem nossas crianças em paz" e "Salve a Amazônia" estavam escritas no balão em forma de animal. Ao final da canção, enquanto a banda tocava em meio a labaredas de fogo que saíam do chão do palco e de uma das colunas laterais, o porco foi solto sob os aplausos da platéia.

"Dark Side of The Moon"
Após 15 minutos de intervalo, Roger Waters voltou para apresentar as músicas do disco que dá nome à turnê. Considerado a obra-prima do Pink Floyd e um dos principais álbuns do rock, "The Dark Side of The Moon" já vendeu mais de 40 milhões de cópias em todo o mundo desde seu lançamento.Apresentadas na mesma ordem em que aparecem no disco, algumas das canções foram encurtadas, como a instrumental "Brain Damage", que acabou soando como uma introdução à seguinte, "Eclipse".
Waters dividiu os vocais com os demais integrantes da banda, que cantaram as músicas interpretadas originalmente por David Gilmour, guitarrista do Pink Floyd. Entre elas estão "Money", cantada pelo guitarrista Dave Kilminster, e "Us and Them", que ficou a cargo do tecladista e guitarrista Jon Carin.O clássico prisma que ilustra a capa do disco surgiu sobre a banda na canção "Eclipse". Um feixe de luz branca e lasers vermelho e verde saíam do aparato em direção às arquibancadas do estádio, para delírio do público.
Após apresentar os músicos que o acompanhavam e agradecer a fervorosa acolhida do público paulistano, Waters deixou o palco por alguns instantes, até retornar para o bis que encerraria a noite.A primeira música foi "Another Brick in The Wall pt.2", que provocou uma verdadeira catarse na platéia. Para cantar com Roger Waters, entraram no palco 15 integrantes do projeto Guri, organização social na área da cultura. Com camisetas em que se liam "O medo constrói muralhas", os jovens foram cumprimentados, um a um, por Waters ao final da canção.
Em seguida vieram "Bring the Boys Back Home" e outro ponto alto do repertório, a bela "Comfortably Numb", que fechou a noite com o coro do estádio.(FERNANDO KAIDA)

terça-feira, 20 de março de 2007

Les Fleur de Lys - 1965/1969 - Reflections


Um dos grandes álbuns do final dos anos 60, infelizmente pouco conhecido. Traz gravações de todo o curto período de existência desta obscura banda inglesa, entre os anos de 1965 e 1969, tendo sido editado em 1996. O grupo nunca alcançou um grande sucesso e as constantes mudanças na formação dificulta o rastreamento de sua trajetória. O único membro constante foi o baterista Keith Guster. Alguns músicos depois ficaram famosos ao tocar em bandas como Journey e Jefferson Starship, como o tecladista Pete Sears, e King Crimson, como o baixista Gordon Haskell.

O estilo inicial da Fleur de Lys, mod-psicodélico, mais tarde ficou conhecido como "freakbeat", com uma forte influência da soul music. Alguns singles chegaram a ser produzidos por Jimmy Page, do Led Zeppelin, e há controvérsias sobre se ele tocou oou não guitarra nessas faixas. A faixa de número 19 é dele.

Este disco abre com um cover do The Who, "Circles", exibindo muitas guitarras distorcidas, característica que marcou a banda. A cantora africana Sharon Tandy, que em determinado momento se juntou à banda, manda ver em "Daughter of the Sun" e "Hold On". Ao todo são 24 faixas - sendo 14 gravadas sob o nome Les Fleus de Lys e o restante registradas sob os nomes Rupert's People, Chocolate Frog e Shyster. Outras foram gravadas individualmente por Sharon Tandy, John Bromley e Waygood Ellis. Quase todas trazem toques interessantes de psicodelia, soul e harmonias leves. Enquanto que "Gong with the Luminous Nose" é extremamente psicodélica, "Sugar Love" é extremamente melódica.

Tracks:
1. Circles (Instant Party) Townshend 3:07
2. Mud in Your Eye Andrews, Sawyer 3:05
3. Gong With the Luminous Nose 2:37
4. Sugar Love 2:09
5. Hold On Conder, Haskell, Lynton 3:14
6. Prodigal Son 2:01
7. One City Girl 2:47
8. Daughter of the Sun 3:57
9. Tick Tock 2:46
10. I Can See the Light 3:01
11. Liar 3:21
12. I Forgive You 2:41
13. So, Come On Sawyer, Smith 1:54
14. Hammerhead 1:32
15. Stop Crossing the Bridge 2:04
16. I Like What I'm Trying to Do 2:18
17. Hold On Conder, Haskell, Lynton 3:32
18. Butchers and Bakers 2:56
19. Wait for Me Page 2:25
20. Reflections of Charlie Brown 4:16
21. Brick by Brick 2:30
22. I've Been Trying 2:45
23. Moondreams Petty 2:30
24. So Many Things 2:18

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domingo, 4 de março de 2007

Sagittarius - 1967 - Present Tense


Indescritível a sensação que tive ao ouvir esse disco pela primeira vez, há alguns anos. A leveza, as harmonias delicadas, os vocais elaborados. Sunshine pop elavado à enésima potência.
Por mais incrível que possa parecer, pouca gente ouviu ou conhece essa estréia do Sagittarius, uma das obras-primas de 1967. Claramente inspirado nos Beach Boys de "Pet Sounds", "Present Tense" traz dois personagens que trabalharam com Brian Wilson e participaram ativamente da criação desse subgênero do rock, o sunshine pop. Trata-se de Curt Boetcher e Gary Usher. Usher, inclusive, foi responsável pela produção de outro clássico de 1967, "Younger than Yesterday", dos Byrds. Boetcher, por sua vez, também produziu o clássico "All Alongs Come Mary", do Association.
Enfim, estamos em casa. "Present Tense" é todo bom do início ao fim. As duas músicas de abertura, "Another Time" e "Songs to the Magic Frog", dão o tom do disco - arranjos barrocos e melodias vocais de tirar o fôlego.
"Present Tense" traz ainda a participação do ex-baixista do Music Machine, Greg Olsen. Depois do lançamento do álbum Boetcher saiu para formar um novo projeto, o Millenium, e não chegou a participar do segundo disco do Sagittarius, , The Blue Marbel, lançado em 1969, que não chega aos pés desta obra-prima que ora vos apresento.

Tracklisting:
1. Another Time
2. Song To The Magic Frog (Will You Ever Know)
3. You Know I've Found A Way
4. The Keeper Of The Games
5. Glass
6. Would You Like To Go
7. My World Fell Down
8. Hotel Indiscreet
9. I'm Not Living Here
10. Musty Dusty
11. The Truth Is Not Real

quinta-feira, 1 de março de 2007

The Small Faces - 1966 - From the Beginning


Grande banda inglesa, adepta dos terninhos mod, tão importante quanto The Who e rival em potencial dos Rolling Stones. Mas, ao contrário dessas, não chegou a fazer grande sucesso nos Estados Unidos. O grupo traz muitas músicas psicodélicas na bagagem, várias podem ser conferidas neste From the Beginning, álbum da banda equivalente ao Revolver e ao Aftermath. Destaque para o cover clássico de "Runnaway" e a faixa "Yesterday, today and tomorrow", esta bem espacial, com os vocais potentes do líder Steve Marriott.
Tracklist:
1. Runaway Crook, Shannon 2:47
2. My Mind's Eye Lane, Marriott 2:01
3. Yesterday, Today and Tomorrow Lane, Marriott 1:53
4. That Man Lane, Marriott 2:14
5. My Way of Giving Lane, Marriott 1:58
6. Hey Girl Lane, Marriott 2:15
7. (Tell Me) Have You Ever Seen Me Lane, Marriott 2:17
8. Take This Hurt off Me Covay, Miller 2:17
9. All or Nothing Lane, Marriott 3:03
10. Baby Don't You Do It Dozier, Holland, Holland 2:01
11. Plum Nellie Lane, Marriott 2:31
12. Sha-La-La-La-Lee Lynch, Shuman 2:54
13. You've Really Got a Hold on Me Robinson 3:16
14. What'cha Gonna Do About It? Potter, Samwell 1:57