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quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Love - 1967 - Forever Changes


Minha pequena homenagem ao gênio Arthur Lee, que deixou este mundo na semana passada.
"Forever Changes" é um daqueles discos imperdíveis de 1967. Não é um disco fácil, pelo menos não foi tão fácil pra mim. Acho que tem que ouvir bem para compreender.
Dizem que essa foi a resposta de Lee ao álbum "Sgt. Pepper's" dos Beatles.
Essa edição em CD que upei é de 1987 Elektra/Asylum Records (EUA), traz 11 faixas. Uma edição posterior traz sete bônus, quem tiver interesse pode ir atrás pois vale a pena.

O Love gravou três discos com a formação original: o Love e o Da Capo, de 1966, e este Forever Changes, de 1967. Depois Lee desfez o grupo e lançou carreira solo, sem no entanto conseguir realizar algo à altura do Love, banda que influenciou grande parte dos artistas da cena californiana.

Tracklisting:
1. Alone Again Or
2. A House Is Not A Motel
3. Andmoreagain
4. The Daily Planet
5. Old Man L
6. The Red Telephone
7. Maybe The People Would Be The Times Or Between Clark And Hilldale
8. Live And Let Live
9. The Good Humor Man He Sees Everything Like This
10. Bummer In The Summer
11. You Set The Scene

Formação da banda:
Arthur Lee - guitarra e vocais
John Echols - guitarra
Bryan MacLean - guitarra e vocais
Ken Forssi - baixo
Michael Stuart - percussão

Download
Capas (artcover/caratulas)

Assim que possível envio o álbum também para o GMail.

Adeus, Arthur Lee


LOS ANGELES (Reuters) - Arthur Lee, o excêntrico vocalista e guitarrista da influente banda de rock Love, dos anos 1960, morreu de leucemia num hospital de Memphis, aos 61 anos. A informação foi divulgada na sexta-feira por seu empresário.

Em email à Reuters, o empresário Mark Linn disse: "Sua morte foi um choque para mim, porque Arthur possuía uma capacidade surpreendente de recuperar-se de tudo, e a leucemia não era exceção. Ele acreditava plenamente que estaria de volta aos palcos até o outono".

Arthur Lee morreu na quinta-feira à noite no Hospital Methodist University, com sua mulher, Diane, a seu lado.

Nascido em Memphis, Lee costumava descrever-se como "o primeiro hippie negro". Ele formou a Love em Los Angeles, em 1965, emergindo no mesmo cenário musical que bandas como The Byrds, Buffalo Springfield, The Doors e The Mamas and Papas.

Primeira banda de rock multirracial da era psicodélica, a Love gravou três álbuns inovadores em que fundia o folk rock e blues com suítes sinfônicas e punk.

Bandas tão diversas quanto Led Zeppelin, Echo and the Bunnymen e Siouxsie and the Banshees citavam a Love como uma de suas influências.

O primeiro álbum da banda, intitulado simplesmente "Love", rendeu o single de sucesso "My Little Red Book", composto por Hal David e Burt Bacharach. Em 1967, o segundo álbum, "Da Capo", foi um dos primeiros discos de rock a apresentar uma canção, "Revelation", que cobriu um lado inteiro do LP.

O terceiro trabalho da banda, "Forever Changes", que trazia arranjos inovadores, é visto como a resposta ousada do Love ao álbum "Sgt. Pepper's", dos Beatles. A revista Rolling Stone o colocou no 40o lugar de seu ranking dos 500 maiores álbuns de todos os tempos.

Mas a Love, que raramente saía de Los Angeles, perdeu espaço quando Arthur Lee contratou novos músicos e passou a fazer carreira solo. Seus integrantes se reuniram novamente várias vezes, mas sem produzir grande coisa, e as excentricidades de Lee o levaram a passar seis anos numa prisão da Califórnia nos anos 1990, por ter disparado tiros de pistola no ar.

Quando saiu da prisão, no final de 2001, o músico reuniu uma nova versão do Love e fez turnê pela Europa e América do Norte. Em vários dos shows a banda tocou "Forever Changes" inteiro.

Arthur Lee recebeu o diagnóstico de leucemia mielóide aguda este ano. Em maio, depois do fracasso de três rodadas de quimioterapia, ele se viu diante da morte certa e então se tornou o primeiro adulto no Tennessee a ser submetido a transplante de medula óssea usando células-tronco de um cordão umbilical, segundo o jornal The Memphis Commercial Appeal.

Os médicos disseram que o procedimento aumentou apenas ligeiramente suas chances de sobrevivência.

Vários concertos beneficentes foram promovidos na Grã-Bretanha e nos EUA para ajudar Lee a pagar suas contas médicas. Em junho, o ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant encabeçou um concerto beneficente para Arthur Lee em Nova York.

04.08.06