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quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Adeus, Arthur Lee


LOS ANGELES (Reuters) - Arthur Lee, o excêntrico vocalista e guitarrista da influente banda de rock Love, dos anos 1960, morreu de leucemia num hospital de Memphis, aos 61 anos. A informação foi divulgada na sexta-feira por seu empresário.

Em email à Reuters, o empresário Mark Linn disse: "Sua morte foi um choque para mim, porque Arthur possuía uma capacidade surpreendente de recuperar-se de tudo, e a leucemia não era exceção. Ele acreditava plenamente que estaria de volta aos palcos até o outono".

Arthur Lee morreu na quinta-feira à noite no Hospital Methodist University, com sua mulher, Diane, a seu lado.

Nascido em Memphis, Lee costumava descrever-se como "o primeiro hippie negro". Ele formou a Love em Los Angeles, em 1965, emergindo no mesmo cenário musical que bandas como The Byrds, Buffalo Springfield, The Doors e The Mamas and Papas.

Primeira banda de rock multirracial da era psicodélica, a Love gravou três álbuns inovadores em que fundia o folk rock e blues com suítes sinfônicas e punk.

Bandas tão diversas quanto Led Zeppelin, Echo and the Bunnymen e Siouxsie and the Banshees citavam a Love como uma de suas influências.

O primeiro álbum da banda, intitulado simplesmente "Love", rendeu o single de sucesso "My Little Red Book", composto por Hal David e Burt Bacharach. Em 1967, o segundo álbum, "Da Capo", foi um dos primeiros discos de rock a apresentar uma canção, "Revelation", que cobriu um lado inteiro do LP.

O terceiro trabalho da banda, "Forever Changes", que trazia arranjos inovadores, é visto como a resposta ousada do Love ao álbum "Sgt. Pepper's", dos Beatles. A revista Rolling Stone o colocou no 40o lugar de seu ranking dos 500 maiores álbuns de todos os tempos.

Mas a Love, que raramente saía de Los Angeles, perdeu espaço quando Arthur Lee contratou novos músicos e passou a fazer carreira solo. Seus integrantes se reuniram novamente várias vezes, mas sem produzir grande coisa, e as excentricidades de Lee o levaram a passar seis anos numa prisão da Califórnia nos anos 1990, por ter disparado tiros de pistola no ar.

Quando saiu da prisão, no final de 2001, o músico reuniu uma nova versão do Love e fez turnê pela Europa e América do Norte. Em vários dos shows a banda tocou "Forever Changes" inteiro.

Arthur Lee recebeu o diagnóstico de leucemia mielóide aguda este ano. Em maio, depois do fracasso de três rodadas de quimioterapia, ele se viu diante da morte certa e então se tornou o primeiro adulto no Tennessee a ser submetido a transplante de medula óssea usando células-tronco de um cordão umbilical, segundo o jornal The Memphis Commercial Appeal.

Os médicos disseram que o procedimento aumentou apenas ligeiramente suas chances de sobrevivência.

Vários concertos beneficentes foram promovidos na Grã-Bretanha e nos EUA para ajudar Lee a pagar suas contas médicas. Em junho, o ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant encabeçou um concerto beneficente para Arthur Lee em Nova York.

04.08.06




3 comentários:

  1. Graças a blogs como os seu, Minnie, tomei contato com a música de Lee há pouco tempo. Grato pela informação.

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  2. excelente o disco. nao conhecia, espero que poste maais albuns dele.

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  3. Sou fanatico por rock 50/60/70, vasculhando pela rede, encontrei este excelente blog! parabéns por dividir o seu raro acervo com pobres como eu!

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