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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

The Yardbirds - 1966 - Roger The Engineer

Yardbirds? Sem comentários... Depois do "Little Games", de 1967, esse é o disco que mais gosto dos Yardbirds. Desnecessário dizer que essa banda britânica reúne três dos maiores guitarristas-deuses de todos os tempos: Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Esse disco foi gravado logo após Beck ingressar no grupo, só com materiais originais. Não chega a ser brilhante, mas tem um bom tempero de blues, rock e psicodelia. Destaque para "Lost Woman" e "Psycho Daisies". Detalhe: Cris Deja debulha no baixo!

Tracklist:
1. Lost Woman (3:12)
2. Over, under, sideways, down (2:21)
3. The nazz are blue (3:01)
4. I can't make your way (2:22)
5. Rack my mind (3:12)
6. Farewell (1:28)
7. Hot houseof Omagarashid (2:54)
8. Jeff's boogie (1:44)
9. He's always there (2:35)
10. Turn into earth (2:22)
11. What do you want (2:12)
12. Ever since he world began (3:03)
13. Psycho daysies (3:21)
14. Happenings ten years time ago (2:05)


Paul Butterfield Blues Band - 1967 - The Resurrection Of Pigboy Crabshaw

Esse é pra quebrar o jejum que já durava quase seis meses. Sem tempo para postar... Paul Butterfield Blues Band é para quem gosta de blues, daqueles bem feitos, que energizam o corpo enquanto afagam o coração. Não é bem rock psicodélico, mas acho que vale pela preciosidade. Paul Butterfiled, o frontman e dono da banda, é um cara de Chicago que desenvolveu um estilo único e original de tocar gaita, abrindo assim muitas portas para os músicos de blues tradicional. Foi um dos responsáveis por fazer americanos brancos ouvirem blues elétrico. Quem prestar atenção vai perceber toques de psicodelia, rock and roll e jazz. Na banda, feras como Michael Bloomfield e Elvin Bishop. Gravaram cinco discos (este é o terceiro) na segunda metade dos anos 1960, estiveram no festival de Woodtstok, mas no início da década seguinte Paul teve que se retirar por problemas de saúde (e de drogas, claro). Depois ainda gravaram alguns discos, com outras formações, mas nada se compara a esta pérola de 1967.

Tracklist:
1. One more heartache (3:20)
2. Driftin' and driftin' (9:09)
3. Pity the fool (6:00)
4. Born under a bad sign (4:10)
5. Run out of time (2:59)
6. Double trouble (5:38)
7. Drivin' wheel (5:58)
8. Droppin' out (2:16)
9. Tollin' bells (5:23)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

MARCHA MUNDIAL PELA PAZ CHEGA NESTA TERÇA EM PERNAMBUCO

Crianças plantam árvores no México durante passagem da Marcha
Crédito: Pressenza/Divulgação

Depois de percorrer dezenas de países pedindo o fim das guerras, das armas nucleares e a eliminação de todo tipo de violência, a equipe base da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência chega ao Brasil amanhã (15), e a primeira parada é em Pernambuco, um dos estados mais violentos do país. À tarde, o grupo recebe a imprensa no Hotel Manibu, em Boa Viagem, e na quarta-feira (16) serão realizados atos públicos nas cidades de Olinda e Recife, com a participação de diversos movimentos sociais e culturais, coletivos e entidades.

Em Olinda, a concentração ocorre a partir das 10h na Praça do Carmo, animada por bonecos gigantes e apresentações de grupos artísticos. De lá, os ativistas iniciarão uma caminhada simbólica passando pela Avenida Liberdade, Praça de São Pedro, Rua 27 de Janeiro, chegando até a Prefeitura, onde serão recebidos pelo prefeito Renildo Calheiros, que formalizará sua adesão. Durante o ato haverá a apresentação do Coral Vozes do Silêncio e banners alusivos ao tema da Marcha são estendidos na fachada da Prefeitura. Neste momento, os sinos de todas as igrejas da Cidade Patrimônio irão repicar.

No Recife, o ponto de partida é a Praça da República, às 15h, onde a equipe base será recebida pelo governador Eduardo Campos. A caminhada simbólica passará pela Ponte Buarque de Macedo, Avenida Rio Branco e Rua do Bom Jesus, com finalização na Praça do Arsenal da Marinha. A partir das 18h haverá a realização de shows dentro da programação do Ciclo Natalino recifense. Irão se apresentar Chinelo de Iaiá, Grupo Tokada, Coco de Umbigada do Guadalupe, DJ Zero, Tiger e Nação Corrompida. Os discursos serão traduzidos na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Haverá, ainda, a ação de grafiteiros e frevioca.

A equipe internacional que vem a Pernambuco já saiu da Costa Rica e está no Panamá. O grupo é composto por ativistas da Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Índia e Itália. Ontem, eles participaram de um concerto com artistas panamenhos, entre eles Ruba Morena, que compôs a música “Esperanza” especialmente para a ocasião.

A MARCHA - A Marcha Mundial pela Paz e Não Violência é uma iniciativa apartidária impulsionada pela ONG Mundo sem Guerras, braço internacional do Movimento Humanista, em conjunto com diversas organizações e pessoas. Teve início na Nova Zelândia no dia 2 de outubro de 2009, dia do nascimento de Mahatma Gandhi e declarado pela ONU “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará dia 2 de janeiro de 2010 em Punta de Vacas, na Argentina, onde milhares de voluntários irão debater e definir ações para os próximos anos.

Pela primeira vez na história, milhões de pessoas estão se mobilizando para pedir o fim das guerras, das armas nucleares e a eliminação de todo tipo de violência (física, econômica, racial, religiosa, cultural, sexual e psicológica). Durante esses 90 dias, a Marcha passará por cerca de 90 países e 300 cidades, nos seis continentes, incluindo a Antártica. Em cada cidade estão sendo realizados festivais, fóruns, conferências e reuniões com políticos e autoridades para criar consciência sobre a importância do tema. Milhões de pessoas já aderiram, incluindo artistas, intelectuais, políticos e outras personalidades. Para aderir, basta cadastrar-se no site www.marchamundial.org.br.


Mais informações:

Cristiane Prudenciano (porta-voz em PE): 81-8767.3940

Pablo Gonzalez (equipe base): 81-9257.6817


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Por um mundo sem guerras


Começa no dia 2 de outubro, Dia Internacional da Não-Violência, a Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência. O percurso simbólico partirá da Nova Zelândia e passará por mais de 90 países, terminando no dia 2 de janeiro de 2010 em Punta de Vacas, Argentina. Passa pelo Brasil nos dias 16, 17 e 19 de dezembro.

Convocamos tanto pessoas quanto organizações, instituições, coletivos, grupos, partidos políticos e empresas a se somarem e apoiarem esta iniciativa.
Pela primeira vez na história, milhões de pessoas estarão se mobilizando num evento desta magnitude. A verdadeira força desta Marcha nasce do simples ato de quem, por consciência, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.

POR QUÊ ADERIR?

1) Porque a fome no mundo pode ser resolvida com 10% do que se gasta em armamento. Podemos imaginar como seria, se 30% ou 50% fossem destinados para melhorar a vida das pessoas, em vez de serem aplicados em destruição?

2) Porque eliminar as guerras e a violência significa sair definitivamente da pré-história humana e dar um passo gigante no caminho evolutivo de nossa espécie;

3) Porque nos acompanha nessa inspiração a força das vozes de tantas gerações anteriores que sofreram as consequências das guerras e cujo eco continua se escutando hoje em todos os lugares onde continuam deixando seu fúnebre rastro de mortos, desaparecidos, inválidos, refugiados e deslocados;

4) Porque um “mundo sem guerras” é uma proposta que abre o futuro e deseja se concretizar em cada canto do planeta, onde o diálogo vá substituindo a violência;

5) Porque é chegado o momento de fazer ouvir a voz dos sem-voz! Milhões de seres humanos pedem por necessidade que se acabe com as guerras e com a violência. Podemos conseguir isso, unindo todas as forças do pacifismo e da não violência ativa do mundo.

Pessoal, vamos aderir. Basta visitar o link:
http://www.theworldmarch.org/index.php?secc=join
Rede social da Marcha Mundial pela Paz e Não-Violência:

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Purple Gang - 1968 - Purple Gang Strikes


Purple Gang surgiu na Inglaterra em meados dos anos 1960, inicialmente como uma banda folk e depois imergindo na cena psicodélica. Tiveram a sorte de poder contar com a inventividade do produtor Joe Boyd, responsável pelo Pink Floyd dos primeiros anos e pelo clube underground UFO. Este álbum Strikes, de 1968, é na verdade uma coletânea dos singles lançados pelo grupo naquele ano e em 1967, com destaque para "Granny Takes a Trip", banida na época pela rádio BBC. Nos anos 1990, o fundador do Purple Gang, Joe Beard, retomou e banda, gravou um CD e ainda chegou a realizar alguns shows. Em tempo: "Viola Lee Blues" não é cover do Grateful Dead!

Tracklist:
1. Auntie Monica Beard, Bowyer 3:04
2. Bootleg Whisky Beard, Bowyer 3:18
3. Viola Lee Blues Beard, Bowyer 3:10
4. Wizard Beard, Bowyer 3:49
5. Mr. Alred Jones Beard, Bowyer 2:57
6. Granny Takes a Trip Beard, Bowyer 2:38
7. Overseas Stomp Beard, Bowyer 2:15
8. Freightliner Beard, Bowyer 2:50
9. Sheik Beard, Bowyer 3:08
10. Rising Sun Beard, Bowyer 2:23
11. Kiss Me Goodnight Sally Green Beard, Bowyer 2:30

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Fairfield Parlour - 1970 - From Home to Home


A história do Fairfield Parlour é a mesma do Kaleidoscope. Não confundir com a Kaleidoscope americana, ativa na mesma época. Ambas são psicodélicas, porém essa é inglesa. Começou em 1964 e gravou dois discos pelo selo Fontana: Tangerine Dream (1967), que já postamos aqui, e Faintly Blowing (1969). Encantou a todos com suas músicas líricas, harmoniosas, misto de rock e folk, letras que pareciam contos de fada. Apesar de serem conhecidos na cena underground inglesa, nunca fizeram sucesso. Por volta de 1970, a banda simplesmente mudou de nome. Virou Fairfield Parlour. Mesma sonoridade, mesma formação. Este From Home to Home, que saiu pela Vertigo em 1970, é bastante similar aos dois anteriores. Talvez um pouco mais sofisticado, talvez um pouco mais pesado. Eles usam alguns sintetizadores a la Beatles, outras passagens têm flauta. Depois disso a banda acabou. O arquivo que disponibiliamos é da edição que saiu em CD em 2006 e traz oito bonus tracks, que aqui seguem em separado pois do contrário o arquivo passaria dos 100 MB.

Tracklist:

1. Aries Daltrey, Pumer 3:21
2. In My Box Daltrey, Pumer 2:01
3. By Your Bedside Daltrey, Pumer 2:36
4. Soldier of the Flesh Daltrey, Pumer 3:39
5. I Will Always Feel the Same Daltrey, Pumer 1:48
6. Free Daltrey, Pumer 4:18
7. Emily Daltrey, Pumer 5:17
8. Chalk on the Wall Daltrey, Pumer 1:06
9. The Glorious House of Arthur Daltrey, Pumer 2:46
10. Monkey Daltrey, Pumer 2:21
11. Sunny Side Circus Daltrey, Pumer 2:43
12. Drummer Boy of Shiloh Daltrey, Pumer 3:17
13. Bordeaux Rose [*] Daltrey, Pumer 2:39
14. Chalk on the Wall [*] Daltrey, Pumer 1:06
15. Just Another Day [*] Daltrey, Pumer 2:35
16. Caraminda [*] Daltrey, Pumer 2:01
17. I Am All the Animals Daltrey, Pumer 1:03
18. Song for You [*] Daltrey, Pumer 1:20
19. Bordeaux Rose [*] Daltrey, Pumer 4:23
20. Baby Stay for Tonight [*] Daltrey, Pumer 3:05

Download principal

Download bonus tracks

terça-feira, 7 de julho de 2009

Pink Floyd - 1966/1967 - Outtakes from outer space



Este é um bootleg lançado pela RoIO. Traz versões excelentes de alguns clássicos conhecidos do Floyd, como "Interestellar Overdrive" e "Astronomy Domine", e outras pérolas menos conhecidas. Para fãs é um prato cheio!

* "Lucy Leave" e "King Bee" foram gravadas na primeira sessão da banda, o som em mono é excelente.

* A versão de estúdio para "Interestellar Overdrive" é a mesma do LP Tonite Let's All Make Love in London.

* A versão de "Astronomy Domine" é da primeira aparição do Floyd no programa de TV Look of the Week, em 14 de maio de 1967.

* "Experiment" e "Silas Lane" são duas das faixas mais interessantes. São versões alternativas (e raras) feitas para o LP The Piper at Gates of Dawn. "Silas Lane" traz Syd Barrett tocando alguns acordes, às vezes dissoantes do piano de Rick Wright, e mais tarde foi chamada de "Swan Lee (Silas Lane"), gravada por Barrett nas sessões de do álbum The Madcap Laughs. Curiosamente, a faixa foi excluída do setlist original do LP e lançada apenas em 1988 na coletânea Opel.

* Nas faixas 6 a 13, temos as duas primeiras sessões para a BBC (as únicas com a presença de Syd). A primeira no Playhouse Theatre, em 25 de setembro de 1967 (transmitido em 1° de outubro daquele ano). A segunda foi gravada no Maida Vale Studio, em 20 de dezembro de 1967 (com transmissão em 31 de dezembro).

* "Flaming" é um mix alternativo que apareceu no terceiro single do Floyd lançado nos Estados Unidos em 5 de agosto de 1967, sob o selo Capitol's Tower.

* "Reaction In G" foi pinçada do concerto de Roterdã, The Hippy Happy Fair, realizado no Oude Ahoy Hallen em 13 de novembro de 1967.

* "Milky Way" é uma versão alternativa de Syd, bem diferente da que aparece no Opel.

Tracks:
01 Lucy leave
02 I´m a kingbee
03 Interstellar overdrive
04 Astronomy domine
05 Experiment
06 Flaming
07 The gnome
08 Matilda mother
09 The scarecrow
10 Vegetable man
11 Pow R toc H
12 Scream thy last scream
13 Jugband blues
14 Silas lane
15 Flaming
16 Reaction in G
17 Milky way



Donwload

domingo, 21 de junho de 2009

Blood, Sweat & Tears - 1969 - Blood, Sweat & Tears


Para quem gosta de rock com metais, eis uma boa pedida. O Blood, Sweat & Tears é uma banda formada em 1967 em Nova York e este é seu segundo álbum. Desde o início, o grupo passou por tantas instabilidades que já no segundo trabalho compareceram apenas cinco dos oito membros originais e quatro novos. Apesar das mutações, a sonoridade da banda permanece a mesma, uma mistura de clássico (o flerte com Eric Satie, por exemplo), jazz e rock. Três faixas deste LP alcançaram o topo das paradas de sucesso - "Happy", "Spinning Wheel" e "And When I Die". Recomendo, ainda, o excelente arranjo para a jazzística "God bless the Child" e a regravação de "Smiling Phases", do Traffic. Comprei recentemente um Greatest Hits (relançamento em CD do LP de 1972 - custa R$ 9,90 na Videolar.com) e lembrei de postar este álbum aqui, pois considero genial!

Tracks:
1. Variations on a Theme by Erik Satie (First and Second Movements) Satie 2:35
2. Smiling Phases Capaldi, Winwood, Wood 5:11
3. Sometimes in Winter Katz 3:09
4. More and More Juan, Vee 3:04
5. And When I Die Nyro 4:06
6. God Bless the Child Herzog, Holiday 5:55
7. Spinning Wheel Clayton-Thomas 4:08
8. You've Made Me So Very Happy Gordy, Holloway, Holloway ... 4:19
9. Blues, Pt. 2 Blood Sweat & Tears 11:44
10. Variations on a Theme by Erik Satie (First Movement) Satie 1:49

Formação:
David Clayton-Thomas - lead vocals
Steve Katz - guitar, vocals
Fred Lipsius - saxophone, piano
Chuck Winfield - trumpet, flugehorn
Lew Soloff - trumpet, flugehorn
Jerry Hyman - trombone
Dick Halligan - organ, piano, flute, trombone
Jim Fielder - bass
Bobby Colomby - drums

quinta-feira, 18 de junho de 2009

'Loki' expõe a genialidade do criador dos Mutantes sem fazer julgamentos

Documentário sobre Arnaldo Baptista estreia neste fim de semana. Gravadora americana vai lançar disco de inéditas da banda em setembro.

Lígia Nogueira Do G1, em São Paulo

Gênio precoce. Drogado. Louco. A trajetória de Arnaldo Baptista, um dos artistas mais criativos que a música brasileira já teve, não raro vem acompanhada de adjetivos extremos. Na tela do cinema, a história de sua vida ganha as cores fortes dos quadros que ele pinta, isolado em um sítio em Minas Gerais, onde vive hoje na companhia de sua terceira mulher.

Depois de ser exibido na programação da 32ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 2008, o documentário “Loki” estreia neste fim de semana no circuito. O filme dirigido por Paulo Henrique Fontenelle mostra como o multi-instrumentista e compositor criou os Mutantes antes mesmo de atingir a maioridade e se tornou um revolucionário na companhia do irmão Sérgio Dias e da cantora Rita Lee, com quem foi casado durante um curto período.

Ídolo da juventude em plena ditadura militar, o trio temperou a cultura nacional com seu humor e irreverência regados a drogas e muito rock ‘n’ roll. E é ao som de suas guitarras psicodélicas que a trama vai costurando imagens históricas, depoimentos de músicos, produtores, familiares e amigos, enquanto o próprio retratado pinta um quadro – atividade que vem exercendo desde que se mudou de São Paulo nos anos 80.

Da época em que formou o grupo The Thunders com os amigos de colégio – que daria origem aos Mutantes ao se misturar com as Teenage Singers, do qual Rita Lee fazia parte – até o retorno da banda 33 anos depois, em um show em homenagem à tropicália em Londres, com Zélia Duncan nos vocais, o filme passa a limpo a trajetória de Arnaldo Baptista e mostra sua importância definitiva às novas gerações.

Foto: Divulgação
Arnaldo Baptista, criador dos Mutantes. (Foto: Divulgação)

Se no palco os Mutantes ficaram conhecidos como a banda de apoio de Gilberto Gil na canção “Domingo no parque” - sucesso nos festivais no final dos anos 60 -, nos bastidores a banda ficou enfraquecida por entorpecentes e relacionamentos conturbados. Com a saída de Rita Lee e o consequente fim do grupo, Arnaldo Baptista caiu em depressão e foi internado diversas vezes.

“A gente entrou num labirinto sem uma cordinha para amarrar atrás”, resume Sérgio Dias, em um dos diversos depoimentos reunidos em “Loki”.

Assim como acontece em “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, de Claudio Manoel, o mérito do documentário é justamente não se prender a tentativas de julgamento moral. Ambos os filmes expõem, acima de tudo, a relevância histórica de seus biografados. E, de quebra, o expectador ainda ganha uma trilha sonora de arrebentar.

Gravadora americana lança álbum de inéditas dos Mutantes

A gravadora America Anti Records – que reúne em seu catálogo discos de Tom Waits e Nick Cave, entre outros artistas – anunciou o lançamento do novo álbum de inéditas dos Mutantes em mais de 30 anos. Segundo o selo, o disco intitulado “Haih” chega às lojas no dia 8 de setembro.

Além do guitarrista Sérgio Dias, a nova formação do grupo reúne Bia Mendes e Fábio Recco (vocais), Dinho Leme (bateria), Simone Sou (percussão), Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), Vitor Trida (teclados, flautas, viola, cello e vocal) e Vinícius Junqueira (baixo).

Repetindo o feito de 1968, quando deu aos Mutantes a canção "Minha menina", Jorge Ben Jor compôs especialmente para a nova fase da banda paulistana a faixa inédita "O careca". O disco tem ainda sete parcerias de Sérgio Dias com Tom Zé, entre elas "Samba do Fidel", "Anagrama" e "Dois mil e agarrum", que contou com participação de Mike Patton, do Faith No More.


* Publicado no site do G1, em 17/06/09.


quarta-feira, 27 de maio de 2009

Blue Cheer - 1968 - Vincebus Eruptum

Mais uma banda californiana das boas. Blue Cheer nasceu como um power trio (Dickie Peterson, baixo, vocais), Paul Whaley (bateria) e Leigh Stephens (guitarra), tocando o que mais tarde viria se chamar heavy metal com pitadas punks. Neste álbum de estreia atingiram o Top 40 dos EUA com o hit "Summertime Blues", cover de Eddie Cochran. Pouco tempo depois a banda quebrou, mudou a formação e deixou de ser trio. As músicas deste álbum clássico são meio longas, recomendo, além da faixa já citada, "Rock me baby", que lembra um pouco o Ten Years After e o Steppenwolf. Aliás, o Leigh Stephen é um exímio guitarrista e o vocal de Peterson é bem marcante. Confiram!
Tracks
1. Summertime Blues Capehart, Cochran 3:47
2. Rock Me Baby Josea, King 4:22
3. Doctor Please Peterson 7:53
4. Out of Focus Peterson 3:58
5. Parchment Farm Allison 5:49
6. Second Time Around Peterson 6:17

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Cream - 1967 - Disraeli Gears


Hoje amanheci com vontade de ouvir Cream. E aí me dei conta de que nunca upei nenhum disco dos caras aqui no blog. Pois vamos corrigir esta falha. Para começar, o clássico absoluto Disraeli Gears, claro, de 1967. O Cream estreou em 1966 com muito estardalhaço, com o álbum "Fresh Cream", que acabou gerando um número imaginável de bandas semelhantes nos Estados Unidos, lançando as bases do que mais tarde seria chamado de heavy metal. Porém, neste Disraeli Gears, lançado no ano seguinte, o power trio formado por Eric Clapton (guitarras), Ginger Baker (baixo) e Jack Bruce (bateria) mergulham no rock psicodélico e se inspiram a compor canções memoráveis, como "Sunshine of your love", "Tales of Brave Ulysses" e "Outside woman blues", sem falar na capa, que é muito louca, cheia de colagens. O disco todo é muito bom.

Tracklisting:
1. Strange brew 2:46
2. Sunshine of your love 4:10
3. World of pain 3:02
4. Dance the night away 3:34
5. Blue Condition 3:29
6. Tales of Brave Ulysses 2:46
7. Swlabr 2:31
8. We're going wrong 3:27
9. Outside woman blues 2:25
10. Take it black 3:05
11. Mother's lament 1:47

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Novo single Stela Campos


Baixe o single "Laura Te Espera com uma Arma na Mão" de Stela Campos e o bônus "Chico Buarque Song" do Fellini. Disponível para download com capa aqui. Ou visite a página na Trama Virtual. Mais informações no site da própria Stela Campos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Booker T & The MGs - 1967 - Hip Hug-Her


Booker T & The MGs é uma banda norte-americana nascida em Memphis, Tennessee, em 1962. Sua especialiadade é a soul music, porém seus grooves sugerem um quê de psicodelia. Depois de Green Onions (1962), seu disco de estreia, este Hip Hug-Her é considerado o melhor álbum da banda. A faixa título é o carro-chefe, mas também gosto muito de "Get ready" e "Groovin'". Qualquer coisa que eu diga além disso é besteira, uma vez que não conheço toda a discografia do grupo.

Tracklisting
1. Hip Hug-Her Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:22
2. Soul Sanction Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:30
3. Get Ready Robinson 2:45
4. More Oliviero, Ortolani 2:55
5. Double or Nothing Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:51
6. Carnaby St. Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:14
7. Slim Jenkins' Place Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:25
8. Pigmy Brown, Larkin, Swarn 3:55
9. Groovin' Brigati, Cavaliere 2:40
10. Booker's Notion Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:25
11. Sunny Hebb 3:24

domingo, 26 de abril de 2009

Love - 1967 - Da Capo


Segundo álbum da banda californiana Love, liderada pelo saudoso frontman Arthur Lee. Da Capo dá uma idéia do que viria a seguir, em Forever Changes. São apenas sete músicas, das quais destaco "Seven & seven is" (única música da banda que entrou no Top 40 americano) e "She comes in colors". Esta última, dizem, teria inspirado os Rolling Stones a comporem "She's a rainbow". Já a última canção, a jam "Revelation", soa um pouco cansativa com seus quase 19 minutos, ocupando todo op lado B do álbum. Mas vale a pena baixar e ouvir o disco todo, pois o Love é sem dúvida uma das melhores bandas de folk e psychedelic rock de todos os tempos.

Tracklisting:
1. Stephanie Knows Who Lee 2:33
2. Orange Skies MacLean 2:49
3. ¡Que Vida! Lee 3:37
4. Seven & Seven Is Lee 2:15
5. The Castle Lee 3:00
6. She Comes in Colors Lee 2:43
7. Revelation Echols, Forssi, Lee, MacLean 18:57

sábado, 14 de março de 2009

King Crimson - 1969 - In the court of Crimson King


King Crimson: ame-o ou deixe-o. É difícil alguém gostar "mais ou menos" do King Crimson, geralmente se ama ou se odeia. No caso deste disco, a estreia da banda, sempre pairou uma discussão: psicodélico ou progressivo? Eu digo que é progressivo, com toques psicodélicos. Mesmo assim acho que vale o post. O grupo surgiu na Inglaterra em 1969 e já de cara lançaram essa pérola, fruto da mente perturbada do band leader Robert Fripp e megalomaníaco(guitarra/mellotron). Fripp levou as estruturas complexas do jazz e da música clássica para o rock, evitando os excessos cometidos, por exemplo, pelos Moody Blues. O nome da banda surgiu a partir de uma das músicas compostas por Peter Sinfield, "The court of crimson king", um dos carros-chefes deste álbum. A formação da banda neste disco traz ainda o Greg Lake, que havia tocado com o Keith Emerson no lendário Nice e depois os dois formaram um trio com o Carl Palmer. Mas isso é outra história... Bom, o álbum começa com a paulada de "21st century schizoid man", passa pela suave e lírica "I talk to the wind", pela bela "Epitaph" e por aí vai. Apesar de sair um pouco da linha de rock psicodélico seguida por este blog, espero que gostem.

Tracklisting
1. 21st Century Schizoid Man/Mirrors Fripp, Giles, Lake, McDonald ... 7:24
2. I Talk to the Wind Fripp, Giles, Lake, McDonald ... 6:05
3. Epitaph/March for No Reason/Tomorrow and Tomorrow Fripp, Giles, Lake, McDonald ...
8:47
4. Moonchild/The Dream/The Illusion Fripp, Giles, Lake, McDonald ... 12:12

Download

T. Rex - 1971 - Eletric Warrior


Mais uma banda formada em 1967, desta vez na Inglaterra. O T. Rex começou como uma banda de folk rock chamada Tyrannosaurus Rex e depois adentrou no glam rock. Tem como figura central o guitarrista/vocalista Marc Bolan, que passou a ser bastante cultuado a partir de sua morte em 1977. A música do T. Rex tem grooves simples e muita guitarra distorcida, o que acabou influenciando inúmeras outras bandas de hard rock, punk, new wave e rock alternativo. Antes de gravar como banda, neste "Eletric Warrior", de 1971, foram lançados quatro álbuns de Bolan em dueto com o percussionista Steve Peregrine Took. Este álbum deixou muitos hits que ocuparam as primeiras posições nas paradas de sucesso tanto britânicas quanto americanas, entre eles "Bang a gong (get it on)", "Cosmic dancer" e "Jeepster", que voltaram a fazer sucesso depois que entraram na trilha sonora do filme "Billy Elliot".

Tracklisting:
1. Mambo Sun Bolan 3:38
2. Cosmic Dancer Bolan 4:26
3. Jeepster Bolan 4:10
4. Monolith Bolan 3:45
5. Lean Woman Blues Bolan 3:01
6. Bang a Gong (Get It On) Bolan 4:24
7. Planet Queen Bolan 3:11
8. Girl Bolan 2:29
9. The Motivator Bolan 3:57
10. Life's a Gas Bolan 2:23
11. Rip Off Bolan 3:38

Frijid Pink - 1970 - Frijid Pink


O Frijid Pink é uma banda de Detroit, EUA, formada em 1967 pelo vocalista Kelly Green, o guitarrista Gary Ray Thompson, o baixista Tom Harris, o tecladista Larry Zelanka e o baterista Richard Stevers. O grupo só lançaria seus primeiros singles em 1969, "Tell me why" e "Drivin' blues", que não chamaram muita atenção. Foi somente após o lançamento de uma versão rasgada, cheia de guitarras distorcidas e clima heavy, "The house of the rising sun", que a banda alcançou as paradas de sucesso. A reedição em CD do álbum de estréia pela Repertoire, autointitulado, vem com duas bônus tracks. Depois eles lançaram outros 4 álbuns, porém sem grandes novidades. O grupo acabou em 1975. Pra quem gosta de um bom rock and roll com pitadas de rhythm'n'blues e de psicodelia, é uma boa pedida. Confiram.

Tracklisting:
1. God Gave Me You Beaudry, Thompson 3:35
2. Crying Shame Valvano 3:12
3. I'm on My Way Beaudry, Thompson 4:34
4. Drivin' Blues Beaudry, Thompson 3:17
5. Tell Me Why Beaudry, Thompson 2:51
6. End of the Line Beaudry, Thompson 4:07
7. House of the Rising Sun Holmes, Ray, White 4:42
8. I Want to Be Your Lover Beaudry, Thompson, Valvano 7:34
9. Boozin' Blues Beaudry, Thompson 6:05
10. Heartbreak Hotel [*] Axton, Durden, Presley 2:51
11. Music for the People [*] Beaudry, Thompson 2:55

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Prêmio Dardos


Nosso blog foi indicado ao Prêmio Selo Dardos por dois blogs: Pirata do Rock e O Melhor do Blues & Rock. O prêmio é um reconhecimento feito entre blogueiros dos valores que cada um emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, entre outros. Outro quesito é a criatividade. Esse selos foram criados para promover a confraternização entre blogueiros. 1967 agradece a homenagem.

Seguem as regras do prêmio:
1. Colocar a imagem do selo no blog
2. Linkar o blog que nos indicou
3. Indicar mais 15 blogs ao prêmio
4. Comentar no blog dos indicados sobre essa postagem
Meus indicados ao Prêmio Selo Dados são (por enquanto só lembrei desses oito que gosto muuito):
Vamos prestigiar o Prêmio Dardos aí, galera!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Strawberry Alarm Clock - 1967 - Incense and Peppermints


Strawberry Alarm Clock é uma banda obrigatória quando o assunto é o verão do amor ou cena psicodélica californiana. Este é seu álbum de estreia e a música que dá nome ao disco alcançou as primeiras colocações das listas das mais tocadas nos Estados Unidos em 1967. O que mais caracteriza o som do grupo é a guitarra fuzz, além dos vocais múltiplos e (nem sempre) harmônicos) e o visual colorido e extravagante. Este setlist é o da edição japonesa em CD. É apertar play e viajar!

Tracklisting:
1. The World's On Fire
2. Birds In My Tree
3. Lose To Live
4. Strawberries Mean Love
5. Rainy Day Mushroom Pillow
6. Paxton's Back Street Carnival
7. Hummin' Happy
8. Pass Time With The Sac
9. Incense And Peppermints
10. Unwind With The clock
11. Birdman Of Alkatrash (Bonus Track)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Small Faces - 1967 - Small Faces


O primeiro post do ano vai pro Small Faces, um autêntico representante da psicodelia britânica. Eis o terceiro disco da banda, o segundo de 1967, marcando sua estreia no selo Immediate Records. É o álbum que marca a transição entre o rhythm'n blues e o som psicodélico do grupo, abrindo com a excelente "(Tell me) Have you ever seen me", um single em potencial. "Happy boys happy" é um show de teclados. Destaque ainda para "My way of giving" e "Green circles". Enfim, só pérolas. Deliciem-se!
Tracklisting:
1. (Tell Me) Have You Ever Seen Me Lane, Marriott 2:16
2. Something I Want to Tell You Lane, Marriott 2:10
3. Feeling Lonely Lane, Marriott 1:35
4. Happy Boys Happy Lane, Marriott 1:36
5. Things Are Going to Get Better Lane, Marriott 2:39
6. My Way of Giving Lane, Marriott 1:59
7. Green Circles Lane, Marriott, O'Sullivan 2:46
8. Become Like You Lane, Marriott 1:58
9. Get Yourself Together Lane, Marriott 2:16
10. All Our Yesterdays Lane, Marriott 1:53
11. Talk to You Lane, Marriott 2:09
12. Show Me the Way Lane, Marriott 2:08
14. Eddie's Dreaming Lane, Marriott, McLagan 2:54

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Recesso

Blog entra em recesso. Bom Natal e Feliz Ano Novo a todos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Yma Sumac - 1971 - Miracles


Post a pedido de um membro da comunidade do Orkut 1967 - O Ano da Psicodelia. Vale como curiosidade. Em 1971 a cantora lírica peruana Yma Sumac (que morreu em 1º de novembro de 2008 aos 86 anos) flertou com o rock e saiu este "Miracles". O álbum traz alguns sons que soam familiares, alguns até óbvios até, mas tem muita sonoridade estranha! Yma, que se dizia descendente de um imperador inca, ficou famosa nos Estados Unidos nos anos 50, com suas versões exóticas de música folclórica peruana. Quem quiser saber mais visite o site oficial da moça.

Tracklisting:

1. Remember

2. Medicine man

3. Let me hear you

4. Tree of life

5. Flame tree

6. Zebra

7. Azure sands

8. Look around

9. Magenta mountain

10. El condor pasa

Donwload

domingo, 30 de novembro de 2008

The Monks - 1966 - Black Monk Time


Eis os monges do rock. The Monks foi formado no início dos anos 60 por um grupo de americanos radicados na Alemanha, incialmente batizado de The Torquays. O repertório era formado basicamente por covers. Na metade da década o nome mudou para The Monks, deram um upgrade no visual e passaram a gravar composições próprias, viscerais, antecipando a era punk. Está tudo resumido neste álbum, na verdade filho único da banda. Muita coisa até hoje soa estranha... Destaque para "Shut up", "I hate you" e "Drunken Maria". Nos anos 90 eles se reuniram e voltaram a fazer concertos. Dois dos membros da formação original já se foram deste mundo.
Tracklisting:
1. Monk Time
2. Shut up
3. Boys are Boys and Girls Are Choice
4. Higgle-Dy-Piggle-Dy
5. I Hate You
6. Oh, How to do Now
7. Complication
8. We Do Wie Du
9. Drunken Maria
10.Love Tumblin' Down
11.Blast Off !
12.That's My Girl
13.I Can't Get Over You
14.Cuckoo
15.Love Can Tame the Wild
16.We Wen't Down to the Sea
Line-up:
Gary Burger: lead guitar, lead vocalist
Larry Clark: organ, vocalist
Dave Day: banjo (initially rhythm guitar), vocalist (died January 10, 2008)
Eddie Shaw: bass guitar, vocalist
Roger Johnston: drums, vocalist (died November 8, 2004)

domingo, 19 de outubro de 2008

Bob Dylan - 1966 - Blonde on blonde

Um leitor do blog me chamou recentemente a atenção sobre a inexistência de uploads de Bob Dylan aqui... Pois bem. Lembrei do "Blonde on blonde", de 1966, meu favorito do mestre. O disco todo é muito bom, dá para ouvir num fôlego só sem pular nenhuma faixa. Neste disco, Dylan continua bebendo do blues como no Highway 61 Revisited, de 1965, mas adiciona algumas guitarras elétricas e letras bem surreais. Não chega a ser psicodélico no sentido restrito do termo, mas é bem viajado. É considerado um dos grande álbuns de rock and roll de todos os tempos. Foi gravado em Nashville e conta com a participação de uma penca de ótimos músicos. Destaques para "Visions of Johanna", "I want you" e "Just like a woman". Definitivo.


Tracklisting:
1. Rainy Day Women #12 & 35
2. Pledging My Time
3. Visions of Johanna
4. One of Us Must Know (Sooner or Later)
5. I Want You
6. Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again
7. Leopard-Skin Pill-Box Hat
8. Just Like a Woman
9. Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)
10. Temporary Like Achilles
11. Absolutely Sweet Marie
12. 4th Time Around
13. Obviously 5 Believers
14. Sad Eyed Lady of the Lowlands

Line-up:
Bob DylanVocals, guitar, harmonica, piano
Robbie Robertsonguitar, Vocals
Rick Dankobass, violin, Vocals
Garth Hudsonkeyboards, saxophone
Richard Manueldrums, keyboards, Vocals
Charlie McCoybass, guitar, harmonica, trumpet
Al Kooperorgan, guitar, horn, keyboards
Hargus "Pig" Robbinspiano, keyboards
Bill Atkinskeyboards
Paul Griffinpiano
Kenneth A. Buttreydrums
Sanford Konikoffdrums
Joe Southguitar
Jerry Kennedyguitar
Wayne Mossguitar, Vocals
Henry Strzeleckibass
Wayne Butlertrombone
Bob Johnstonproducer
Mark Wilder – remixing,
remastering
Amy Herot – reissue
producer


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sábado, 4 de outubro de 2008

The Yardbirds - 1967 - Little Games


Bem, Yardbirds é sempre Yardbirds, ou seja, dispensa apresentações. Antes de acabar em 1968, o grupo nos presenteou com essa jóia do rock sessentista, sob o comando do futuro Led Zeppelin Jimmy Page. Notem que outro futuro membro do Led, o baixista Jean Paul Jones, faz uma participação especial neste disco. Destaques para a faixa título e a versão do Page para a traditional "White Summer". Edição especial com oito bonus tracks.

Tracklisting:

1. "Little Games" (Harold Spiro, Phil Wainman) – 2:25

2. "Smile On Me" (Chris Dreja, Jim McCarty, Jimmy Page, Keith Relf) – 3:16

3. "White Summer" (Traditional; Arrangement by Page) – 3:56

4. "Tinker Tailor Soldier Sailor" (Page, McCarty) – 2:49

5. "Glimpses" (Dreja, McCarty, Page, Relf) – 4:24

6. "Drinking Muddy Water" (Dreja, McCarty, Page, Relf) – 2:53

7. "No Excess Baggage" (Roger Atkins, Carl D'Errico) – 2:32

8. "Stealing Stealing" (Traditional; Arrangement by Dreja, McCarty, Page, Relf) – 2:42

9. "Only the Black Rose" (Relf) – 2:52

10. "Little Soldier Boy" (McCarty, Page, Relf) – 2:39

11. Goodnight Sweet Josephine [bonus track]

12. Puzzles [bonus track]

13. Ha ha said the clown [bonus track]

14. I remember the night [bonus track]

15. Ten little indians [bonus track]

16. Think about it [bonus track]

17. Goodnight Sweet Josephine [bonus track]

18. Together now [bonus track]


Formação:

Chris Dreja – bass guitar

Jim McCarty – drums, percussion, backing vocals

Jimmy Page – guitar

Keith Relf – harmonica, percussion, Vocals


Donwload

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Richard Wright - Pink Floyd - 25 songs

Como prometido, segue uma coletânea de 25 canções de Richard Wright ou feitas em parceria com outros Floyds. Abrange quase todas as fases da banda, indo desde os primórdios, com a faixa pouco conhecida "Paintbox", pinçado da coletânea "Relics", até o álbum "Wish you were here". Como todos sabem, a partir do deste álbum de 1975 o Rick foi expulso do processo criativo do Pink Floyd. O arquivo ficou muito grande e a solução foi dividi-lo em três partes. Vale a pena baixar todas!

Part 1
Relics - 1971
1. Paintbox (Wright) - gravação original de 1967

The Piper at gates of dawn - 1967
2. Pow R. toc H. (Barrett, Mason, Waters, Wright)
3. Interestellar Overdrive (Barrett, Mason, Waters, Wright)

A saucerful of secrets - 1968
4. Remember a day (Wright)
5. A saucerful of secrets (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
6. See-saw (Wright)

Ummagumma - 1969
7. Careful with that axe, eugene (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
8. Sysyphus, Pt. 1 (Wright)
9. Sysyphus, Pt. 2 (Wright)
10. Sysyphus, Pt. 3 (Wright)
11. Sysyphus, pt. 4 (Wright)

Part 2
Atom Heart Mother - 1970
12. Atom heart mother: Father's shout/Breats milky/Mother fore/Funky dung (Ron Geesin, David Gilmour, Nick Mason, Waters, Wright)
13. Summer '68 (Wright)
14. Alan's Psychedelic Breakfast: Rise and shine/Sunny side up/Morning... (Gilmour, Mason, Waters, Wright)

Meddle - 1971
15. One of these days (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
16. Seamus (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
17. Echoes (Gilmour, Mason, Waters, Wright)

Part 3
The dark side of the moon - 1973
18. Speak to me/Breathe (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
19. On the run (Gilmour, Waters, Wright)
20. Time (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
21. The great gig in the sky (Waters, Wright)
22. Us and them (Waters, Wright)
23. Any colour you like (Gilmour, Mason, Wright)

Wish you were here - 1975
24. Shine on you crazy diamond Pts 1-5 (Gilmour, Waters, Wright)
25. Shine on you crazy diamond Pts 6-9 (Gilmour, Waters, Wright)

Download
Part 1
Part 2
Part 3

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Morre Richard Wright, um dos fundadores do Pink Floyd


Morreu na segunda-feira, dia 15 de setembro, um dos fundadores do Pink Floyd. O tecladista Richard Wright estava com 65 anos e sofria de câncer. Wright conheceu Roger Waters e Nick Mason na faculdade. Juntos, formaram a banda Sigma 6, embrião do Pink Floyd. Wright foi responsável pela composição de belas canções, como "The great gig in the sky" e "Us and them", ambas do álbum clássico The Dark Side of the Moon, de 1973. Mas também há boas canções de sua autoria na fase psicodélica da banda, como "See saw", do disco A saucerful of secrets, de 1968.

Em seu blog, o vocalista e guitarrista David Gilmour, que entou no Pink Floyd depois que Syd Barrett pirou, escreveu uma nota lamentando a morte do amigo: "Eu realmente não sei o que dizer, além de que ele era um homem amável, gentil e genuíno, e que fará uma falta terrível a tantos que o amavam. E são muitas pessoas. Não era ele quem ganhava as maiores salvas de palmas ao final de cada show em 2006?" Para quem não lembra, o Pink Floyd voltou a se reunir depois de quase 20 anos longe das estradas, para participar do concerto Live 8.

Ainda esta semana prometo postar aqui uma seleção das composições de Wright. Nossa última homenagem ao mago dos teclados. Com informações do G1.

sábado, 23 de agosto de 2008

Forever 27

Notícia direta da redação da edição brasileira da revista Rolling Stone conta sobre uma exposição que fica em cartaz até 9 de novembro, em Londres, sobre músicos mortos aos 27 anos, assunto que já freqüentou este blog. A mostra examina o impacto da superexposição da vida destes músicos na mídia e arrisca analisar as causas de suas mortes.

Confira fotos da exposição aqui.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Damon - 1969 - Song Of A Gypsy

Damon (David Del Conte) é um cantor e compositor cigano nascido na California.
Durante os anos 60, ele tentou a sorte na música pop gravando alguns singles, mas no fim da década, migrou para o movimento do rock underground e em 1969, lançou de forma independente o álbum "Song Of A Gypsy".
O material é carregado do espírito psicodélico, com guitarras distorcidas (cortesia do guitarrista Charlie Carey), vocais profundos e toda uma aura mística, com direito a instrumentos de percussão típicos da cultura árabe, como snujs e derbak (ou derbakke, derback, dumbeg, tabla, etc).
A tiragem de 1969 foi baixa, assim o álbum se tornou raro, gerando cópias bootleg e preços exorbitantes por LPs originais (as duas edições de época, com e sem encarte duplo), até que no fim dos anos 90 foi lançada a primeira edição oficial em CD, seguida por reedições com diferentes trabalhos gráficos e até por um relançamento em LP.

01-Song Of A Gypsy
02-Poor Poor Genie
03-Don't You Feel Me
04-Did You Ever
05-Funky Funky Blues
06-Do You
07-The Night
08-I Feel Your Love
09-Birds Fly So High
10-The Road Of Life

Damon - Voz, guitarra
Atlee Yeager - Baixo, vocais de fundo
Charlie Carey - Guitarra
Carl Zarcone - Bateria
Richard Barham - Derbak
Helena Vlahos - Snujs
Mike & Lee Pastora - Percussão

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

The Who - 1967 - The Who Sell Out

The Who Sell Out é o terceiro álbum da banda inglesa The Who. Concebido com um álbum conceitual, com músicas interligadas por jingles comerciais e anúncios de serviços públicos, Sell Out meio que simula uma rádio pirata, a Radio London. Parte da ironia do título e das imagens da capa vem da experiência de membros do grupo com publicidade. Em 2003, este álbum foi incluído na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone, em 113º lugar. Destaque para o single "I can see for miles" e as psicodélicas "Armenia City in the sky" e "Relax". Já "Rael" é uma mini-ópera que reapareceria mais tarde em "Tommy". O disco é uma mistura bem sucedida de mod pop com uma instrumentação poderosa. O relançamento em CD, de 1995, traz 11 bonus tracks.

Lista de músicas / Tracklinsting:

1. "Armenia City in the Sky" (John Keen) – 3:12
"Radio London"
2. "Heinz Baked Beans" (John Entwistle) – 0:57
"More Music"
3. "Mary Anne with the Shaky Hand" – 2:04
"Premier Drums"
"Radio London" (Instrumental)
4. "Odorono" – 2:16
"Radio London"
5. "Tattoo" – 2:42
"Radio London" (Church of Your Choice)
6. "Our Love Was" – 3:0
"Radio London" (Pussycat)
"Speakeasy"
"Rotosound Strings"
7. "I Can See for Miles" – 4:17
"Charles Atlas"
8. "I Can't Reach You" – 3:03
9. "Medac" (Entwistle) – 0:57
10. "Relax" – 2:38
"Rotosound Strings"
11. "Silas Stingy" (Entwistle) – 3:04
12. "Sunrise" – 3:03
13. "Rael 1" – 5:44

Donwload

domingo, 22 de junho de 2008

Captain Beyond - 1972 - Captain Beyond

Eis o disco de estréia da Captain Beyond, banda de Los Angeles formada por ex-membros de outros grupos proeminentes - Rod Evens (Deep Purple), Bobby Caldwell (Johnny Winter), Larry Rheinhart e Lee Dorman (Iron Butterfly). Eles faziam um tipo de mistura entre progressivo, rock e heavy metal, com influências jazzísticas, resultando numa espécie de rock espacial lírico.
Neste álbum, o Captain Beyond segue a receita dos Moody Blues e emendam uma música na outra. O time explora temas como outros mundos e o sentido da existência, típicos do rock progressivo, com referências freqüentes à lua, ao mar, ao sol, etc. Na resenha do AllMusic, é dito que os ouvintes são convidados a iniciar uma viagem ao espaço num foguete, com destino desconhecido. Destaques para a faixa de abertura, "Dancing Madly Backwards" e "As the Moon Speaks-Return", essa com uma bel linha melódica no baixo.

Faixas/tracklist:
1. Dancing Madly Backwards (On a Sea of Air) Caldwell, Evans 4:01
2. Armworth Caldwell, Evans 1:48
3. Myopic Void Caldwell, Evans 3:30
4. Mesmerization Eclipse Caldwell, Evans 3:48
5. Raging River of Fear Caldwell, Evans 3:47
6. Thousand Days of Yesterdays (Intro) Caldwell, Evans 1:19
7. Frozen Over Caldwell, Evans 3:46
8. Thousand Days of Yesterdays (Time Since Come and Gone) Caldwell, Evans 3:56
9. I Can't Feel Nothin', Pt. 1 Caldwell, Evans 3:06
10. As the Moon Speaks (To the Waves of the Sea) Caldwell, Evans 2:25
11. Astral Lady Caldwell, Evans :15
12. As the Moon Speaks (Return) Caldwell, Evans 2:13
13. I Can't Feel Nothin', Pt. 2 Caldwell, Evans 1:13

Formação/line-up:
Rod Evans - vocais/vocals
Larry Rheinhart - guitarra/guitar
Lee Dorman - baixo/bass
Bobby Caldwell - bateria/drums

Novo link (05/08/09): Download

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Jumping Jack Flash e Beggars Banquet 40 anos

Entre os grandes discos que completam 40 anos neste 2008 merecem destaque o LP “Beggars Banquet” e o single “Jumping Jack Flash”, dos Rolling Stones. O ano anterior foi de completo desbunde para Mick Jagger, Keith Richards, Brian Jones, Bill Wyman e Charlie Watts com o álbum “Their Satanic Majesties Request”, o mais psicodélico da safra, de uma loucura bem maior do que “Sgt Pepper’s”, dos Beatles. À parte algumas grandes canções, como “She’s a rainbow”, “Citadel” e “In another land”, esta de Wyman, “Their satanic...” era um desbunde total.
A expectativa de fãs como eu era qual seria a próxima direção de banda, um descaralhamento total ou uma volta aos trilhos do blues, rock e R&B que tinham feito antes de maneira brilhante. A resposta veio em maio de 1968 com o single “Jumping Jack Flash”, rock do bom com aquela crueza típica da banda, um riff desdobrado do riff de “Satisfaction”, ambos antológicos, perfeitos, geniais. "Jumping Jack era o apelido do jardineiro de Keith Richards, que Jagger usou para dar nome ao personagem da letra.
Wyman reivindica a paternidade do riff nos livros autobiográficos “Stone alone” e “Rolling with the Stones”. Ele diz que o criou num órgão no estúdio, daí a banda o aperfeiçoou até o formato final que inclui guitarras passadas através de um gravador cassette da Philips para fazer o som ficar bem rudimentar. A letra fala de um personagem nascido num furacão de fogo, criado por um vagabundo barbado e sem dentes que foi à escola com uma correia atravessada nas costas e um cravo atravessado na cabeça. No lado dois, para fazer o contraste, a lírica balada “Child of the moon”, uma das mais bonitas da banda.
Com o single, os Stones iniciaram uma fase que se estenderia até 1973 com o produtor e percussionista Jimmy Miller (1942 – 1994), que tinha (e viria a ter) no currículo trabalhos com as bandas Traffic, Blind Faith, Spencer Davis Group, Plasmatics e Motorhead.
“Beggars Banquet” é essencialmente acústico, com violões incendiários e um acento country que dá a personalidade do disco. Nele está o original de um dos hinos da banda, “Sympathy for the devil”, um desdobramento do título do LP anterior, uma canção que associaria a banda a Satã/Lúcifer e a acontecimentos estranhos. No Festival de Altamont, quando houve um assassinato pelos Hells Angels (Anjos do Inferno) Jagger disse que alguma coisa estranha sempre acontecia quando eles tocavam “Sympathy for the devil”. Daí terem sido chamados por um tempo de suas majestades satânicas.
Isso se deve ao fato de Jagger encarnar Lúcifer na primeira pessoa numa letra em que o coisa ruim reivindica vários fatos históricos como a morte do czar Nicolau II e da princesa Anastásia na revolução comunista de 1917 na Rússia, afirma ter sido um dos generais de Hitler, diz que todo policial é um criminoso e compartilha com o ouvinte o assassinato dos Kennedy, John (presidente em 1963) e Robert (senador em 1968). A parte musical para a banda é um samba, influência de viagens de Mick e Keith ao Brasil para férias, mas para nós pode ser tudo menos isso. O filme “One plus one”, do cineasta francês Jean Luc Goddard, mostra a banda em estúdio ensaiando a música. O filme foi rebatizado como "Sympathy forthe devil" quando saiu em DVD para faturar em cima do nome da banda.
“No expectations” é um blues acústico com um violão slide tocado por Brian Jones, uma das últimas contribuições dele para a banda, já com a mente deteriorada pelas drogas e pelo comportamento desvairado que o impedia de fazer um esforço coordenado e concentrado no estúdio e ao vivo. Neste mesmo ano ele foi preso e processado várias vezes pela polícia numa fase em que as autoridades perseguiam os Stones. Outra grande interpretação é a de Nicky Hopkins ao piano, um virtuoso associado aos Stones por muitos anos e que vi no Brasil com Joe Cocker nos anos 70. Jagger faz um vocal primoroso sobre uma letra que fala na despedida de um amor que não deu certo.
“Dear Doctor” também fala de um amor errado – a noiva fugiu com um primo do noivo no dia do casamento - com um pedido de ajuda ao doutor para que tire do peito o coração esmagado, mas no final da música ele já pede o coração de volta porque tudo ficou bem. Jagger acentua a interpretação com um sotaque carregado enquanto os violões soltam faíscas.

“Parachute woman”, uma letra lasciva sobre mulheres dissolutas, também teve o recurso do gravador minicassete. Wyman tocou um baixo acústico sem trastes, Watts um tambor, Jagger percussão, Jones diversos instrumentos, incluindo uma cítara, tudo isso com os músicos em volta do gravador. Depois foi jogado em quatro canais para overdubs. “Eles estavam apaixonados por aquele troço, mas acabou ficando interessante. Fiquei fascinado,” disse o engenheiro assistente George Chkiantz citado no livro “It’s only rock and roll: The Rolling Stones song by song”.
“Jig saw puzzle” é um rock/blues em torno do piano de Nicky Hopkins com intervenções brilhantes de Keith na guitarra. Jagger destila uma letra inspirada sobre pessoas fora da lei e deslocadas na vida, entre elas a filha de um bispo, um gangster sanguinário que é um perfeito pai de família, 20 mil avós que queimam seus cartões de pensão e uma banda de rock com um cantor irritado por ser jogado aos leões, um baixista nervoso com as garotas do lado de fora (alusão a Bill Wyman, o maior garanhão da banda), um baterista perturbado por não manter o compasso e um guitarrista avariado (Brian?).

“Street fighting man” abria o lado dois do LP, uma canção afinada com os protestos de 1968 na França, nos Estados Unidos, os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King com um refrão totalmente conformista. “O que um garoto pobre pode fazer a não ser cantar numa banda de rock’n’roll”. Isso entre versos que falam que o verão chegou e é hora de se fazer a revolução e “vou matar o rei e todos os seus lacaios”. A canção gerou muita discussão naquele ano de posições polarizadas em que o partido internacional da juventude mostrava uma cara politizada dos jovens, chamados de yppies, em contraste com o pacifismo dos hippies. A parte musical teve a base gravada em cassete com Keith no violão e Charlie numa bateria pequena, partindo depois para overdubs que incluem uma cítara por Brian Jones.
"Prodigal son" é um gospel do reverendo Robert Wilkins que Jagger e Richards malandramente assinaram quando o disco saiu, mas depois foi corrigido. Os Stones o transformam num blues com violões pesados de Keith Richards e do convidado Ry Cooder e Brian Jones na harmônica. A fabula do filho pródigo da Bíblia com um toque de malícia dos Stones.
“Stray cat blues” é uma canção sacana sobre as groupies, as meninas que seguiam as bandas de rock e serviam de pasto para o apetite sexual dos músicos. “Aposto que sua mãe não sabe que você arranha desse jeito/ Aposto que ela nunca te viu gritar assim”, canta Jagger. Um rock abluesado e elétrico pontuado por uma guitarra bem aguda de Keith.
“Factory girl” fala de um cara esperando uma operária sair da fábrica, uma garota com manchas no vestido, com quem se pode tomar um porre no final de semana. Uma referência meio irônica à mulher do povo, que vive mal e sonha com uma vida melhor. Levada com violões e um violino agudo tocado por Rick Grech, das bandas Family e Traffic.
“Salt of the earth” é uma homenagem igualmente irônica às pessoas comuns, o sal da terra, numa letra que levanta um brinde a elas, mas as acha muito estranhas e irreais, como se não fossem de verdade. “Vamos beber aos milhões que precisam de líderes mas só conseguem a escória”, diz um verso. Keith começa cantando ao som de violão, a canção vai num crescendo instrumental e chega até um coral gospel.

O CD "Rolling Stones R.S.V.P." com 17 faixas é uma versão bootleg de "Beggars Banquet" com takes alternativos e cinco faixas que não entraram no lançamento oficial. Três delas estão ao lado na coluna "Escute e veja aqui": a instrumental "I'm a country boy", "Highway child" e "Stuck out all alone". Todas as faixas do LP oficial estão na coluna além de vídeos de "Jumping Jack Flash", "No expectations" e "Sympathy for the devil" do "Rock and Roll Circus", gravado para divulgar o disco mas só lançado em 1996 porque Mick Jagger odiou a performance da banda. É importante pela presença de Brian Jones, que seria expulso da banda em seguida e morreria em julho de 1969.

Jamari França
Publicado no Globo Online em 10/06/2008

terça-feira, 3 de junho de 2008

Iron Butterfly - 1968 - In-A-Gadda-Da-Vida


A música do Iron Butterfly às vezes parece pesada e ácida demais para os nossos tempos, mas não podemos negar sua importância. Tudo começou em 1966, em San Diego, a partir da inventividade do vocalista, tecladista e líder da banda Doug Ingle. Depois o grupo mudou para Los Angeles e lá se engajou na cena psicodélica, fazendo shows juntamente com os Doors e o Jefferson Airplane, ganhando projeção nacional. Este é o segundo álbum da banda, que vendeu quatro milhões de cópias e passou um ano no Top Ten dos EUA. O título curioso do álbum é uma tradução de "No Jardim do Eden" ou algo como "No Jardim da Vida". Incrivelmente, a música de trabalho tem nada mais, nada menos do que 17 minutos, um riff sem fim quase hipnótico, fato que acabou provando à indústria que músicas longas podem tocar no rádio, abrindo espaço para as elocubrações do rock progressivo. A banda acabou em 1971. Braunn e Bushy (baterista da formação original) refundaram o grupo na metade nos anos 1970, mas não obtiveram sucesso.

Faixas/tracks:
1. Most Anything You Want Ingle 3:44
2. Flowers and Beads Ingle 3:09
3. My Mirage Ingle 4:55
4. Termination Brann, Dorman 2:53
5. Are You Happy Ingle 4:29
6. In-A-Gadda-Da-Vida Ingle 17:05

Formação/line-up:
Vocais/vocals, teclados/keyboards: Doug Ingle
Guitarra/guitar: Erik Braunn
Baixo/bass: Lee Dorman
Bateria/drums: Ron Bushy