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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Parceiro do tempo

Guitarrista Carlos Santana lança um álbum e dois DVDs, mostrando riffs surpreendentes

Santana foi aclamado com o disco Supernatural e recebeu nove prêmios Grammy/SPANISHSANTANA.COM/REPRODUÇÃO DA INTERNET
No cenário do rock mundial há lugar para todos, mas o guitarrista mexicano Carlos Santana, entre os vivos, é um ícone e continua a ser uma das figuras mais enigmáticas da música popular. Ele criou seu próprio som, gênero e estilo. No show no Festival de Jazz de Montreux, em julho de 2011, ele apresentou as melhores canções de seu repertório. Chega às lojas um álbum com dois DVDs gravados em alta definição, mostrando um Santana cada vez mais surpreendente, ancorado por excelentes percussionistas, vocalistas, tecladistas, guitarristas e baixistas. Ele toca sua guitarra em um nível que a maioria dos mortais apenas sonha: numa música ele tange as cordas com leveza; em outra, as dedilha com incrível vigor de um jovem de 64 anos.

Naquela noite de verão suíço, à beira do lago de Léman, Santana e companhia ofereceram a uma multidão de espectadores uma sonoridade mágica cheia de visões e sons de sua bem-aventurança musical. Carlos ainda traz ao palco sua mulher, Cindy Blackman, que executa um solo de bateria impressionante. Santana fala entre as músicas que executa louvando, agradecendo sua audiência e compartilha a sabedoria espiritual que adquiriu. Neste álbum Santana/Greatest Hits/Live at Montreux 2011, o guitarrista alcança a plenitude.

Além de Santana, a multidão em Montreux aplaudiu os vocalistas Tony Lindsay e Andy Vargas, os percussionistas Raul Rekow & Karl Perazzo, o baterista Dennis Chambers, o trompetista Bill Ortiz, Jeff Cressman no trombone, o antigo baixista Benny Rietveld, o guitarrista/vocalista Tommy Anthony e David Mathews nos teclados. No repertório estão a empolgante Maria, Maria, a percussão pesada Jingo, a salsa latina Foo foo e os clássicos Black magic queen woman/Gypsy, Oye como va e Evil ways. O concerto foi filmado em alta definição e gravado em DTS Master Audio-MD, Dolby Digital 5.1 e Stereo LPCM. Resultado: 212 minutos fantásticos de rock, jazz, latin funk, pop, soul e efeitos psicodélicos. (Otacílio Lage) 

Publicado no Diario de Pernambuco em 06/04/12 p. E2

domingo, 8 de janeiro de 2012

David Bowie - 1999 - I Dig Everything: The 1966 Pye Singles

Segunda parte da nossa homenagem aos 65 anos de David Bowie. Este EP traz seis singles lançados pela Pye Records em 1966. Trata-se uma fase crucial para o artista, que deixava de lado o nome David Jones para assumir o David Bowie para evitar confusão com o Davey Jones dos Monkeys. Neste ano Bowie assina com o selo Pye como artista solo, pois antes era contratado como The Lower Third. Todo o material deste EP lançado em 1999 faz a linha Mod Style, assumido por Bowie na época.

Tracklisting:
1. I'm not losing sleep
2. I dig everything
3. Can't help thinking about me
4. Do anything you say
5. Good morning girl
6. And I say to myself

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David Bowie - 1993 - The Gospel According to David Bowie

Esta é a primeira parte da singela homenagem do blog a David Bowie, que completa hoje 65 anos. Esta coletânea publicada pela Spectrum Music na Europa em 1994, no formato de CD, traz 14 singles de David Bowie lançados pela Decca Records entre 1966 e 1970. A principal faixa é a que abre o disco, "The Laughing Gnome", originalmente lançada em 1967 e que figurou na lista das 10 mais tocadas no Reino Unido em 1973, quando o camaleão do rock entrava em sua fase mais comercial.

Tracklisting:
1. The Laughing Gnome
2. Love you till tuesday
3. Did you ever have a dream
4. Rubber band
5. Little bombardier
6. Sell me a coat
7. When I live my dream
8. The London Boys
9. Karma man
10. Maid of Bond Street
11. There is a happy land
12. She's got medals
13. Let me sleep beside you
14. The Gospel according to Tony Day

Download

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

John Lennon: um tiro na porta de casa


Está saindo do forno a graphic novel John Lennon: um tiro na porta de casa (Vergara & Riba Editoras, 64 páginas, R$ 34,90), de Pablo Maiztegui, o Pol. Pol é um quadrinista argentino com experiência em cinema e fotografia. Nessa HQ, ele narra a vida do beatle de forma cronológica, em recortes que vão do início da carreira ao auge da popularidade do Fab Four, passando pelo projeto solo ao lado (ou na cama) com Yoko Ono, chegando ao seu assassinato em Nova York.

Tudo indica que a série Figuras do Rock em Quadrinhos da Vergara & Riba Editoras vai continuar. Saiu outro volume sobre o Michael Jackson, mas é lógico que nós do 1967 preferimos ler quadrinhos sobre nossos ídolos dos anos 1960.

Bom 2012 a todos!

domingo, 6 de novembro de 2011

Festival Vulcão Psicodélico reúne bandas independentes no Recife Antigo

Esse toque eu peguei no blog Brazilian Nuggets. Acho que quem puder vale a pena prestigiar!
A cena musical do Recife tem ganhado novos artistas e mostrado ao público que é possível uma renovação nos festivais de música da cidade. É com este conceito de inovação, levar ao público a oportunidade de ter uma viagem musical, que no próximo dia 11 de novembro acontece o 1º Festival Vulcão Psicodélico. 

O evento, que será realizado no Espaço Novo Pina, a partir das 22h, reúne bandas independentes que prometem uma noite de muito rock setentista autoral. A grande atração é banda Rinoceronte (RS), em sua segunda turnê nacional, toca também no Festival DoSol (RN), e prepara um repertório com as músicas do seu mais recente trabalho o disco "Nasceu". 

Para completar, quem sobe ao palco garantindo muito suingue é banda Mabombe além das guitarras psicodelicas da Quarto Astral que investe num show sinestésico garantido por efeitos especiais. Quem comprar antecipadamente o ingresso, ganha uma cerveja e ainda concorre a sorteio de blusas e cds das bandas.

Vídeo Teaser do 1º Festival Vulcão Psicodélico:
http://www.youtube.com/watch?v=Q6Is5zmChfQ


SERVIÇO:
Evento: 1º Festival Vulcão Psicodélico
Bandas: Rinoceronte (RS), Quarto Astral e Mabombe
Botando som: Vinicius Lezo
Local: Espaço Novo Pina (Rua da Moeda - Recife Antigo)
Dia: 11/11/11
Horário: 22h
Ingresso: R$ 10
Ingresso antecipado à venda no Novo Pina desde já ou pelos telefones: 
(81) 8899.2700 /             (81) 9952-8933      


Para conhecer mais os trabalhos das bandas acessem:

Rinoceronte:
http://www.myspace.com/rinoceronterock

Quarto Astral:
http://www.youtube.com/user/QuartoAstral
http://www.myspace.com/quartoastral

Mabombe: (em breve)

Local do Festival no GoogleMaps:
http://g.co/maps/69544

Evento no Facebook:
http://www.facebook.com/event.php?eid=131216203649222

Realização: Quarto Astral
Apoio: Coelho Branc

domingo, 2 de outubro de 2011

Secos & Molhados - 1974 - Ao Vivo no Maracanãzinho


Um registro ao vivo imperdível de uma das bandas mais criativas do rock brasileiro dos anos 1970, que misturava rock psicodélico com muita pitada de progressivo. Ao Vivo no Maracanãzinho foi gravado em 1974, para um especial da TV Globo. Upei para um amigo e aproveito para disponibilizar aqui também.

Tracklist:
01. As andorinhas
02. Rosa de Hiroshima
03. Instrumental I
04. Mulher barriguda
05. Primavera nos dentes
06. El rey
07. Toada & Rock & Mambo & Tango etc
08. Fala
09. Assim assado
10. Instrumental II
11. O vira

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Livro traz caricaturas de astros do rock mundial



O livro O Fabuloso Mundo do Rock traz diversas caricaturas feitas pelo artista argentino Andrés Cascioli, morto em 2009, antes da conclusão da obra. O lançamento da V&R Editoras traz desenhos de astros como David Bowie, Kurt Cobain, Bob Dylan, Billy Idol; Rolling Stones, Elvis Presley, Pink Floyd e Red Hot Chili Pepper.

Ver slide show com caricaturas de Bono Vox, The Doors, Michael Jackson, The Beatles e Amy Winehouse.

Publicado na revista Época em 06/09/2011.

sábado, 20 de agosto de 2011

The Yardbirds - 1965 - For your love


Compilação de singles lançada em 1965. O single que dá título ao disco, "For your love", alcançou a sexta posição nas paradas dos Estados Unidos. É uma obra-prima quase "progressiva", baseada no cravo tocado por um artista convidado, Brian Auger's, misturado a notas de hard rock e blues. Em algumas faixas Eric Clapton e Jeff Beck, então o guitarrista da banda, tocam juntos. Dos Yardbirds, Clapton partiria para o John Mayall & The Bluebreakers e depois para o Cream. Uma das lendas do blues, Sonny Boy Wiliamson, faz os vocais em duas faixas de sua autoria ("Take it easy baby" e "Out on the water coast").

Tracklisting:
1. For your love (2:28)
2. Got to hurry (2:34)
3. Good morning little schoolgirl (2:45)
4. I ain't got you (1:58)
5. Got love if you want it (2:30)
6. I'm a man (4:31)
7. Here 'Tis' (5:08)
8. Pretty girl (3:09)
9. I wish you would (2:17)
10. Take it easy baby (4:12)
11. Out on the ater coast (3:12)
12. A certain girl (2:17)
13. Smokestack lightning (6:48)
14. Let it rock (2:18)

John Mayall & The Bluesbreakers - 1966 - Blues Breakers with Eric Clapton


Este foi o primeiro álbum gravado por Eric Clapton como um guitarrista de blues. Ele se situa entre a passagem de Clapton pelos Yardbirds e a formação do Cream. O setlist traz alguns standards do blues, composições de John Mayall e uma parceria Mayall/Clapton ("Double crossin' time"). Destaque para "All your love", "Little girl" e "Ramblin' on my mind". Realmente, uma pérola que vale a pena baixar e conhecer.

Tracklisting:
1. All you love (3:33)
2. Hideway (3:13)
3. Little girl (2:32)
4. Another man (1:44)
5. Double crossin' the time (3:00
6. What'd I say (4:25)
7. Key to love (2:04)
8. Parchman Farm (2:19)
9. Have you heard (5:52)
10. Ramblin' on my mind (3:05)
11. Steppin' out (2:26)
12. It ain't right (2:38)

Jimi Hendrix - 2010 - Valleys of Neptune


Álbum póstumo de Jimi Hendrix lançado em 2010. Traz 12 canções, algumas inéditas, gravadas por Jimi Hendrix e sua banda Experience em 1969, após o lançamento de Eletric Ladyland, em estúdios de Londres e Nova York. As faixas mais raras são "Ships passing through the night" e "Crying blue rain".

Tracklisting
1. Stone free (3:45)
2. Valleys of Neptune (4:01)
3. Bleeding heart (6:20)
4. Hear my train a comin' (7:29)
5. Mr. bad luck (2:56)
6. Sunshine of your love (6:45)
7. Lover man (4:15)
8. Ships passing through the night (5:52)
9. Fire (3:12)
10. Red house (8:20)
11. Lullaby for the Summer (3:48)
12. Crying blue rain (4:56)

domingo, 24 de abril de 2011

Psychedelic Years Revisited

Sem tempo de preparar uma nova coletânea em comemoração aos cinco anos do blog, resolvi disponibilizar algumas coletâneas famosas, algumas raras, com pérolas do rock psicodélico sessentista.

A primeira é esta: Psychedelic Years Revisited. São três CDs lançados em 1992 pelo selo Sequel Records, com 50 faixas.

O primeiro CD traz bandas dos Estados Unidos, algumas mais manjadas como Love, Byrds, Velvet Underground e The Animals, outras mais obscuras como Kak e The Lef Blank, e outras menos obscuras e já conhecidas por quem frequenta esta blog, como Ultimate Spinach e Eletric Prunes.

O segundo CD faz um passeio pela psicodelia britânica, novamente trazendo grupos mais e menos conhecidos. Cream e Nice desfilam lado a lado com Les Fleur de Lys (que adoro), Purple Gang e Incredible String Band, entre outros. Lá também está o Traffic, depois muito tachado de rock progressivo.

Por fim, o terceiro CD traz uma miscelânea de bandas de países diferentes e inclui com propriedade músicas de Nico e John Cale no rol psicodélico. E uma grata surpresa: The Freudian Complex.

Espero que gostem!

CD 1 - Back In The USA
1. Eletric Prunes - Get me to the world on time
2. The Byrds - 5D (Fifth dimension)
3. Love - Your mind and we belong together
4. Spirit - Dark-eyed woman
5. Captain Beefheart - Abba Zabba
6. Kaleidoscope - Little Orphan Annie
7. Kak - Rain
8. Sopwith Camel - Cellophane woman
9. The Left Banke - Desiree
10. Ultimate Spinach - Ego trip
11. The Amboy Dukes - Journey to the centre of mind
12. The Velvet Underground - What goes on (live)
13. Nico - Little sister
14. The Vacels - Can you please crawl out your window?
15. Lemon Pipers - Through with you
16. The Animals - Monterey
17. The Animals - Sky pilot
18. HP Lovecraft - The white ship


CD 2 - Back In The British Isles
1. Traffic - Paper sun
2. The Move - I can hear the grass grow
3. Cream - Sweet wine
4. Nirvana - Rainbow Chaser
5. The Misunderstood - I can take you to the sun
6. The Misunderstood - Children of the sun
7. Les Fleur de Lys - Circles
8. The Crazy World of Arthur Brown - Devil's grip
9. The Purple Gang - Granny takes a trip
10. The Nice - America
11. Art - Supernatural fairy-tales
12. Quintessence - Gungamai
13. Steamhammer - Passing through
14. The Incredible String Band - Log cabin home in the sky
15. Dr. Strangely Strange - Strangely Strange but Oddly Normal
16. Eire Apparent - Yes, I need someone
17. Man - Sudden life
18. Heavy Jelly - I keep singing that same old song


CD 3 - Far Out!
1. The Byrds - Change is now
2. Country Joe and The Fish - Bass Strings
3. Country Joe and The Fish - Section 43
4. The Sparrow - Isn't strange?
5. HP Lovecraft - Electrallentando
6. Jimi Hendrix - Voodoo Chile (Slight Return) (Live)
7. Love - August
8. Moby Grape - He
9. Kak - Lemonaide Kid
10. Pearls Before Swine - Wizard of Is
11. Nico - Evening of light
12. John Cale - Gideon's Bible
13. Captain Beefheart - Trust us (alternate version)
14. The Freudian Complex - Lake Baikal

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cinco anos do blog

No próximo dia 19 de abril este humilde blog completa 5 anos de aniversário. Ando meio sem tempo de postar, mas não posso deixar de preparar algo especial para comemorar a data. Também estou providenciando a respostagem dos links para as duas partes da coletânea da comunidade. Aguardem!

quarta-feira, 9 de março de 2011

The Pretty Things - 1967 - Emotions


Semana passada eu estava ouvindo um interessante álbum de uma banda chamada Eletric Banana, na verdade uma compilação chamada "Blows your mind". Para quem não sabe, Eletric Banana é o apelido usado pelos integrantes do Pretty Things na composição de trilhas sonoras para filmes. Foi daí que pensei em postar alguma coisa do Pretty Things aqui no blog, e o pessoal na comunidade do Orkut também pediu. Então vamos lá. Eletric Banana fica pra outra ocasião.

O Pretty Things nasceu em Londres em meados da década de 1960 como mais uma das bandas da chamada British Invasion. O guitarrista Dick Taylor, inclusive, chegou a tocar nas primeiras gravações feitas pelos Rolling Stones. Dizem, também, que o vocalista Phil May lembra muito Mick Jagger. Começaram tocando covers de R&B mas logo começaram a compor material próprio, enveredando pela psicodelia.

Este Emotions, de 1967, é o terceiro LP da banda, que nesta versão vem recheado de bonus tracks além das 12 faixas originais, como um cover dos Kinks ("A house in the country"). O interessante é que os músicos são acompanhados por uma orquestra, o que dá uma sonoridade bastante peculiar. Dizem que foi imposição da gravadora, não um desejo da banda. Mas o resultado não é lá dos piores. May e Taylor se esforçam para ir além do R&B, como podemos conferir em faixas como "The Sun" e "My Time". Já a faixa de abertura, "Death of a Socialite", é um folk rock despretencioso.


Tracklisting:
1. Death of a socialite (May, Taylor) 2:44
2. Children (May, Taylor, Waller) 3:05
3. The sun (Balter Space, May, Taylor, Waller) 3:06
4. There will never be another day (May, Taylor, Waller) 2:22
5. House of ten (May, Taylor, Waller) 2:54
6. Out in the night (Stirling, Taylor) 2:44
7. One long glance (May, Taylor, Waller) 2:54
8. Growing in my mind (May, Taylor) 2:21
9. Photographer (May, Stirling, Taylor) 2:07
10. Bright lights of the city (May, Waller) 3:02
11. Tripping (May, Taylor) 3:26
12. My time (May, Taylor, Waller) 3:09

Bonus tracks:
13. A house in the country (Davies) 3:00
14. Progress (Halley, Spencer) 2:42
15. Protographer [Basic Mix] (May, Stirling, Taylor) 2:14
16. There will never be another day [Basic Mix] (May, Taylor, Waller) 2:25
17. My time [Basic Mix] (May, Taylor, Waller) 3:10
18. The sun [Basic Mix] (Balter Space, May, Waller) 3:09
19. Progress [Basic Mix] (Halley, Spencer) 2:57)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Jefferson Airplane - 1966 - Takes Off


Pensei em postar alguma coisa para quem vai passar o Carnaval em casa, ou bem distante da folia. Como todos sabem o Jefferson Airplane foi a primeira banda de San Francisco a alcançar alguma projeção nos Estados Unidos. O álbum de estreia do grupo, este Takes Off, é considerado um dos grandes debuts de uma banda americana e um capítulo especial do rock de San Francisco. Nesta edição, vem recheado com oito bonus tracks que dão um molho especial ao CD, incluindo algumas versões originais que foram censuradas na época.

O Takes Off, ainda sem a sensacional Grace Slick, é dominado nos vocais por Marty Balin, autor ou coautor de quase todas as músicas do álbum. Ele canta na maioria das faixas, tendo Paul Kantner e a vocalista Signe Anderson nas harmonias e backup. O que predomina nas canções é o folk rock, com destaque para "It's no secret" e "Come up the years". "Let's get together" representa bem o espírito flower power e o cover de "Tobacco Road" também é muito legal!

Uma das curiosidades escritas na contracapa do álbum original é o mincurrículo de cada um dos membros do Airplane. O Kaukonen, por exemplo, estudou sociologia na Santa Clara University! Depois do Takes Off, entra em cena a Grace Slick e o resultado é o fantástico Surrealistic Pillow, de 1967.

Tracklisting:
1. Blues from an Airplane (Balin, Spence) 2:13
2. Let me in (Balin, Kantner) 2:59
3. Bringing me down (Balin, Kantner) 2:23
4. It's no secret (Balin) 2:39
5. Tobacco Road (Loudermilk) 3:30
6. Come up the years (Balin, Kantner) 2:32
7. Run around (Balin, Kantner) 2:40
8. Let's get together (Dollison, Powers, Webb) 3:35
9. Don't slip away (Balin, Spence) 2:34
10. Chauffer Blues (Melrose) 2:28
11. And I like it (Balin, Kaukonen) 3:20

Bonus tracks
12. Runnin' round this world [Original Uncensored Version] (Balin, Kantner) 2:25
13. High flyin' bird (Wheeler, Wheeler) 2:35
14. It's alright (Kantner, Spence) 2:17
15. Go to ger [Version One] (Estes, Kantner) 4:09
16. Let me in [Original Uncensored Version] (Balin, Kantner) 3:81
17. Run around [Original Uncensored Version] (Balin, Kantner) 2:35
18. Chauffeur blues [Alternate Version] (Melrose) 2:49
19. And I like it [Alternate Version] (Balin, Kantner) 10:36[

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Biografia // Histórias de um camaleão

Do Diario de Pernambuco

De Depeche Mode a Placebo, passando por Morrisey, Nine Inch Nails até chegar aos tempos atuais com os canadenses do Arcade Fire. Impossível não perceber a influência de David Bowie na música. Para costurar um leque de todos eles é preciso entender a importância do camaleão do rock em várias gerações. Porém, antes de tudo, é necessário compreender a vida do cidadão David Robert Jones. Marc Spitz, jornalista que conhece o rock, mergulhou nesse mundo do ídolo David Bowie e presenteia os fãs com o ótimo Bowie - A biografia, editada no Brasil pelo selo Benvirá, da editora Saraiva.


Livro narra a trajetória de David Bowie Foto: Rep. Internet/Myspace
Dono de uma linguagem ágil e inteligente, o jornalista - que também escreveu a biografia da Green Day - traz para os leitores até os primórdios da vida do cantor e compositor inglês. O autor entrevistou amigos, parentes, vizinhos, músicos contemporâneos e quem mais integrasse de alguma forma o universo de Bowie. O resultado é uma obra bastante enriquecedora. Spitz conduz o leitor para além da vida do biografado e monta um mosaico que reúne contextos políticos, filmes, pubs, músicas.

Ele nasceu em Bromley, subúrbio londrino, na juventude era fã de James Dean e nutria uma timidez que contrasta com os personagens utilizados ao longo da carreira. ´Em vez de autonegação, muitos acreditam que timidez é, na verdade, uma elevada maneira de egocentrismo. Isso é crucial para entender como David Bowie, rock star, nasceu de David Jones`, lembra Spitz no livro.

O relacionamento com o irmão mais velho, Terry, fruto de um namoro da mãe com um homem da marinha, que a abandonou, é essencial para que David Bowie se encontrasse num mundo que parece não ter sido feito para ele. Foi Terry quem apresentou Londres a Bowie, e também a cultura beat de escritores como Jack Kerouac, o jazz, a noite londrina e ajudou a moldar o personagem que até hoje é venerado no mundo da música.

Cicatriz

Na época do pós-guerra, os jovens britânicos começaram a consumir a cultura norte-americana. Por isso, a invasão do rock'n'roll na terra da rainha salvou a vida do então adolescente. Nesse período, ele também descobriu a arte, a noitada, o bissexualismo e a marca no olho que ajudou a moldar o mito - cada um de uma cor. O incidente no olho foi causado por conta de uma briga com o amigo de infância George Underwood.

O interessante de ler Bowie - A biografia é sentir-se levado pelas palavras de Marc Spitz. É como se tivéssemos assistindo a um documentário. Tudo está lá. Para apreciadores da obra de David Bowie, amantes do rock e de uma boa leitura. Essencial em qualquer estante. (Ronaldo Mendes)
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Serviço

Bowie - A biografia, de Marc Spitz, com tradução de Santiago Nazarian (448 páginas)
Editora: Benvirá
Preço: R$ 49,90


Publicado no jornal Diario de Pernambuco em 19/01/11.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cream - 1966 - Fresh Cream


Disco de estreia do maior power trio da história! O supergrupo dos supergrupos ingleses dos anos 1960. Aqui estão as bases do que seria, mais tarde, o heavy metal. Desde o início, podemos perceber que a banda mesclava hard rock, blues e rock psicodélico. Destaque para a seminal "I feel free" e a etérea "Dreaming".

Tracklisting:
1. I feel free (Brown, Bruce) 2:53
2. N.S.U. (Bruce) 2: 47
3. Sleepy time time (Bruce, Godfrey) 4:22
4. Dreaming (Bruce) 2:01
5. Sweet wine (Baker, Godfrey) 3:20
6. Spoonful (Dixon) 6:33
7. Cat's squirrel (Abrahams, Traditional) 3:05
8. Four until late (Johnson, Traditional) 2:10
9. Rollin' and tumblin' (Waters) 4:43
10. I'm so glad (James) 3:59
11. Toad (Baker) 5:09


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Anos 60: Crônicas sobre a era de paz e amor


O jornalista Mikail Gilmore disseca em 19 crônicas alguns dos mitos dos anos 60. Para ele, o sonho acabou pouco depois do Verão do Amor

José Teles

teles@jc.com.br

Já se disse que a história é algo que não aconteceu, contado por alguém que não estava lá. A dos anos 60 é ainda mais complicada, porque grande parte dos que estavam lá não consegue lembrar o que aconteceu. O livro, do jornalista Mikal Gilmore, Ponto final crônicas sobre os anos e suas desilusões (Companhia das Letras, 439 páginas, R$ 56), aponta com lucidez os holofotes para aquela década de guerras, ditaduras, mas também de hippies, Hell’s Angels, popstars, moldando um novo sonho americano. Envoltos numa espessa nuvem de fumaça, e em viagens cujo combustível tinha as siglas LSD ou STP.

Ponto final não é um livro definitivo sobre o assunto, até porque sua abordagem não é da década com um todo, mas de capítulos destas história, com um viés para a música que desempenhou um papel de destaque com Beatles Bob Dylan, Phil Ochs, Johnny Cash, Jim Morrison, Grateful Dead, Leonard Cohen. Sem esquecer os beats Ken Kesey, Allen Ginsberg, Jack Kerouac. Grande parte destes personagens vivia, ou viveu, em San Francisco. Gilmore dedicou um capítulo especial a Haight-Ashbury, bairro da cidade onde se localizava o epicentro do furacão hippie que iria influenciar toda uma concepção de vida, não apenas dos americanos, mas do mundo inteiro. Esta é, por sinal, a melhor parte do livro, que põe por terra o mito do “Verão do amor”, em 1967, em San Francisco.

A ida dos hippies para o bairro de Haight-Ashbury teve motivo prosaico. Deveu-se ao aumento dos aluguéis em North Beach, onde moravam várias das estrelas da geração beat. Lá estavam Ken Kesey, com o Warlock, depois Grateful Dead realizava as experiências com LSD, os lendários acid tests. “Hippie” era um termo pejorativo criado pelos beats, corruptela de hipster (no jargão beat, o cara antenado e contestador). Coincidiu de nesta mesma época surgir um intenso movimento musical em torno da Baía de San Francisco e bandas como o Jefferson Airplane, Country Joe & and the Fish, Big Brother and the Holding Company Quicksilver Messenger Service. Em 1967, a comunidade hippie já era ponto turístico. Uma companhia de bondes de San Francisco explorava a linha San Francisco/Haight-Ashbury District Hippie-Hop Tour. As intenções dos hippies eram as melhores possíveis, as drogas, nem tanto. Seu consumo em escala industrial apressou o fim do sonho, três anos antes que John Lennon denunciasse seu fim.

Em 1967, na comemoração do solstício de verão (o dia mais longo do ano), cerca de cinco mil pessoas celebraram com doses cavalares de STP (uma nova droga), e grande parte delas acabou nas clínicas de urgência de San Francisco. “Haight-Ashbury pode ter sido o maior laboratório de experimentos com drogas da América, mas ninguém o monitorava com objetividade. A escritora Joan Didion, no livro Slouching towards Bethlehem, conta ter encontrado uma menina de cinco anos, Susan, lendo uma história em quadrinhos, chapada de LSD, que há um ano a própria mãe lhe dava”. No final de 1967, lembra Gilmore, Haight-Ashbury havia acabado. E não apenas por causa das drogas, mas porque o país radicalizava-se politicamente. O ano de 1968 foi a ressaca do Verão do Amor. Porém, não foi uma experiência inócua. San Francisco deixou uma grande herança de música e ideais libertários que, de uma forma ou de outra, ainda influencia pessoas mundo afora.

Algumas das análises são tautológicas. Mikal Gilmore emprega outros termos para dizer a mesma coisa, isto sobretudo quando escreve sobre Beatles ou mesmo Bob Dylan, que já foram exaustivamente dissecados. Já em Johnny Cash, ele vai fundo na alma do atormentado cantor, que mais do que mudar a música country, exerceu um fascínio em seu compatriotas que durou até a sua morte, em setembro de 2003. Mikal Gilmore foca sua atenção mais nos Beatles do que nos outros personagens. Porém não diz nada que já não tenha sido dito sobre o quarteto inglês. De interessante, uma crônica sobre George Harrison (O mistério em George Harrison), que, com a dissolução dos Beatles, foi transformando-se no irmãozinho mais novo, o mais discreto do grupo, para ser venerado como gênio pop pelo álbum triplo All things must pass.


Uma década em que se cultuaram os outsiders

O melhor do livro, além do capítulo sobre o Verão do Amor em Haight-Ashbury, é quando se ocupa dos deslocados (ou outsiders), que se entregaram a um hedonismo destrutivo. O cantor folk Phil Ochs, o criador do jornalismo gonzo, Hunter S.Thompson, Jim Morrison e os Doors, Allman Brothers, Led Zeppelin, e o Pink Floyd, “pessoas que ajudaram a moldar uma época e um movimento”. A carreira dos Allman Brothers é mais uma tragédia sulista. O grupo foi extremamente bem sucedido até meados dos anos 70, mas teve uma carreira envolta em tragédias. Os irmãos Duane e Greg Allman eram crianças, quando o pai foi assassinado por um homem a quem deu carona. No auge da fama, Duanne Allman morreu, aos 24 anos, em um acidente de moto, em Macon, Geórgia. Um ano e duas semanas depois de Duane Allman, o baixista Berry Oakley morreu ao chocar sua moto contra um ônibus. O acidente aconteceu a poucos metros do local onde Duanne Allman acidentou-se. Além de problemas com drogas e brigas internas, o primeiro empresário da banda, Twiggs Lyndon, morreu ao pular de um para-quedas e não conseguir puxar o cordão para abri-lo. três anos depois, Lamar William, baixista que entrou no lugar de Oakley, morreu de câncer. O Sul mais uma vez perdia a batalha. A música inovadora do Allman Brothers, rotulada de rock sulista, acabou diluída e o Allman Brothers virou paródia de si mesmo.

Enquanto Jim Morrison adentrava a parte mais sombria do sonho americano, Johnny Cash foi um épico, personagem shakespeariano. Morrison foi uma síntese de todo talento e excessos dos anos 60. No livro, Gilmore ilustra os excessos de Jim Morrison com uma de suas trapalhadas: “Em 1968, Morrison apareceu bêbado num clube em que Jimi Hendrix tocava. No meio de um solo de Hendrix, Morrison se arrastou até o palco, se enroscou na perna do guitarrista e anunciou: “E quero chupar seu ...”. O ponto culminante da cena foi quando Janis Joplin subiu ao palco, partiu pra cima de Morrison, usando uma garrafa como porrete, e os três rolaram no chão, engalfinhados numa briga. Johnny Cash revolucionou a música country com um estilo próprio, voz inconfundível, grandes composições que o aproximaram de nomes como Bob Dylan. Dependente de anfetaminas e álcool, ele aprontou mais do que Jim Morrison. Duma feita, um incêndio provocado por ele quase acaba com um reserva florestal, na Califórnia.

Ao contrário de Jim Morrison, Cash foi ao fundo do poço, pelo menos duas vezes, e recuperou-se. Nos últimos anos de carreira, foi descoberto pelo produtor Rick Rubin e passou a gravar autores contemporâneos impensáveis para artistas country, a exemplo de Hurt, do Nine Inch Nails. Johnny Cash, um épico americano, morreu em conseqüência da diabete, aos 71 anos. Cash, Morrison, Hunter S.Thompson são fósseis de uma época que vai ficando cada vez mais distante. Não teriam vez num mundo, onde os jovens vivem cercado de computadores, videogames, malham, em que beber e fumar são hábitos de caretas ou, como escreveu Mikal Gilmore: “Uma coisa, no entanto, realmente mudou: hoje em dia a cultura nunca toleraria a idealização de um famoso consumidor de drogas ou bebidas como Jim Morrison. Recuperação (ou abstinência), não indulgência é hoje um padrão de vida”.


Publicado em 26.09.2010 no Jornal do Commercio.


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Janis Joplin - 1970 - Pearl + Rare Pearls


Em homenagem aos 40 anos da morte de Janis Joplin, disponibilizamos o quarto e último álbum de estúdio dessa cantora que esbanjava competência e sentimento em suas interpretações. "Pearl", apelido de Janis, foi lançado em fevereiro, apenas quatro meses antes da overdose de heroína que a vitimou precocemente aos 27 anos. Foi gravado com o apoio de luxo e único da Full Tilt Boogie Band, sucessora da Big Brother & Holding Co. e da Kozmic Blues Band, e traz pérolas que imortalizaram a artista texana amante do blues. "Me and Bobby McGee" e "Mercedes Benz", cantada à capela, estouraram nas paradas de sucesso e o álbum chegou a alcançar o primeiro lugar nos Estados Unidos. A instrumental "Buried alive in the blues", por sua vez, inspirou Myra Friedman a escrever a biografia "Enterrada Viva", por sinal um excelente trabalho, que depois inspiraria o filme "The Rose", com a Bette Midler, lançado em 1979.

Na edição lançada em CD em 1999, "Pearl" ganhou quatro faixas bônus, todas inéditas e gravadas ao vivo. Na sequência também oferecemos uma coletânea de inéditas, lançada como parte integrante da edição limitada especial contendo 5 CDs. São mais cinco faixas, 2 gravadas em estúdio e três ao vivo. E viva Janis, a branca de voz negra.

Tracklisting:
1. Move Over (Janis Joplin) 3:43
2. Cry baby (Jerry Ragovoy, Bert Berns) 3:58
3. A woman left lonely (Dan Penn, Spooner Oldham) 3:29
4. Half moon (John Hall, Johanna Hall) 3:53
5. Buried alive in the blues (Nick Gravenites) 2:29
6. My baby (Jerry Ragovoy, Mort Shuman) 3:26
7. Me and Bobby McGee (Kris Kristofferson, Fred Foster) 4:33
8. Mercedes Benz (Janis Joplin, Bob Neuwirth, Michael McClure) 1:48
9. Trust me (Bobby Womack) 3:17
10. Get it while you can (Jerry Ragovoy, Mort Shuman) 3:27

Remastered Edition Bonus tracks (1999)
11. Tell Mama (Clarence Carter, Marcus Daniel, Wilbur Terrell) 6:32
12. Little girl blue (Richard Rodgers, Lorenz Hart) 3:50
13. Try (Just a little bir harder) (Jerry Ragopvoy, Chip Taylor) 6:52
14. Cry baby (Jerry Ragovoy, Bert Berns) 6:29

Rare Pearls
1. It's a deal (Studio Outtake)
2. Easy Once You Know (Studio Outtake)
3. Maybe (Live)
4. Raise Your Hand (Live)
5. Bo Diddley (Live)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

David Bowie - 1967 - David Bowie

Eis o primeiro álbum de David Bowie, que apresentou ao mundo toda a inventividade camaleônica do músico londrino. Nada muito brilhante, mas as fiaxas "Uncle Arthur", "Rubber Band" e "Love you tuesday" mostram como Bowie estava antenado com sua época. "Please Mr. Gravedigger", inclusive, flerta com a cena psicodélica que se desenvolvia tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. Não pergunte porque, mas essas músicas acabaram virando clássicos cult. Calcula-se que Bowie vendeu, em toda sua carreira, aproximadamente 140 milhões de discos.

Tracklisting:
1. Uncle Arthur 2:07
2. Sell me a coat 2:58
3. Rubber Band 2:17
4. Love you till tuesday 3:09
5. There is a happy land 3:11
6. We are hungry men 2:58
7. When I live my dream 3:22
8. Come and buy my toys 2:07
9. Joing the gang 2:17
10. She's got medals 2:23
11. Maid of Bond Street 1:43
12. Please Mr. Gravedigger 2:35

The Jimi Hendrix Experience - 1967 - Axis: Bold as Love

Obra-prima absoluta do gênio da guitarra. "Axis: Bold as Love" foi lançando no dia 1º de dezembro na Inglaterra, pouco mais de seis meses depois do álbum de estreia da banda, "Are you experienced?". Reza a lenda que os músicos trabalharam sob pressão, pois Mr. Hendrix queria lançar um segundo álbum ainda em 1967. Apesar disso, o trio formando ainda por Noel Redding e Mitch Mitchell parece mais coeso e criativo e Mr. Hendrix mais solto nas composições. Além das baladas "Little Wing" (que depois ganharia excelente versão dos Derek and Dominoes) e "Castles made of sand", o disco traz faixas etéreas, espaciais, como "If 6 was 9" e a faixa-título. Produção de primeira do Chas Chandler.

Tracklisting:
1. EXP Hendrix 1:55
2. Up from the skies Hendrix 2:55
3. Spanish castle magic Hendrix 3:00
4. Wait until tomorrow Hendrix 3:00
5. Ain't no telling Hendrix 1:46
6. Little wing Hendrix 2:24
7. If 6 was 9 Hendrix 5:32
8. You got me floatin' Hendrix 2:45
9. Castles made of sand Hendrix 2:46
10. She's so fine Hendrix/Redding 2:37
11. Onde rainy wish Hendrix 3:40
12. Little miss lover Hendrix 2:20
13. Bold as love Hendrix 4:09

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Jefferson Airplane - 1967 - After Bathing at Baxter's


Como prometido, mais um disco do Jefferson Airplane. Este também de 1967, lançado apenas dez meses após o "Surrealistic Pillow". Aqui ouvimos a banda em seu estado mais seminal, uma vez que os próprios integrantes consideraram o anterior certinho demais, perfeito demais e resolveram fazer algo que realmente representasse a cabeça dos músicos.

Em sua essência, "After Bating at Baxter's" tenta capturar os vários estados de consciência através da experiência sonora da psicodelia. Ainda encontramos resquícios do folk e do blues, mas colocados de uma forma bem diferente daquela a que estamos acostumados. As 12 faixas são divididas em 5 suítes, começando com StreetMasse, seguindo com The War is Over, Hymn to an Older Generation e How Suite It Is, até culminar com Schizoforest Love Suite. As duas últimas faixas dessa última suíte é o contínuo "Won't you try/Saturday Afternoon", que o JA imortalizou na apresentação do Woodstock.

Gosto muito desse disco, talvez até mais do que o Surrealistic Pillow. É menos conhecido, talvez por isso mais cheio de meandros e sonoridades ímpares pra gente descobrir. Eu destacaria, além da música de abertura ("The Ballad of You and Me & Pooneil"), a excelente e viajandona "Martha".

Tracklisting:
StreetMasse
1. The Ballad of You and Me & Pooneil (Kantner) 4:29
2. A Small Package of Value Will Come to You, Shortly (Blackman, Dryden, Thompson) 1:39
3. Young Girl Sunday Blues (Balin, Kantner) 3:33

The War is Over
4. Martha (Kantner) 3:26
5. Wild Tyme (Kantner) 3:08

Hymn to an Older Generation
6. The Last Wall of the Castle (Kaukonen) 2:40
7. Rejoyce (Slick) 4:01

How Suite It is
8. Watch Her Ride (Kantner) 3:11
9. Spare Chaynge (Casady, Dryden, Kaukonen) 9:12

Schizoforest Love Suite
10. Two Heads (Slick) 3:10
11. Won't You Try (Kantner) 1:15
12. Saturday Afternoon (Kantner) 3:48

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Coletânea de Raridades Psicodélicas


Essa é uma contribuição do nosso amigo Outran Júnior. Segue o post na íntegra:

Criei esta coletânea para atender alguns pedidos de faixas e para postar algumas raridades que são bem difícais de encontrar, sobretudo para quem não tem muita experiência em garimpar arquivos na net. Temos jóias psicodélicas para todos os gostos: uma banda cujo álbum originalmente só teve três cópias prensadas (Fingletoad, Strange & Sího), outra que ficou quase 4O anos inédita até ser lançada em edição limitada (The Sidetrack), uma excelente cover dos Beatles (Please Please me, do The Score), Uma faixa que você juraria ter sido escrita pelo Paul McCartney (Rest of my life, do Jade), outra que merecia ter sido gravada pelo Creedence Clearwater Revival (The River, do Octopus), uma feliz emulação do estilo do Jefferson Airplane (Yankee Dollar), uma belíssima referência à sonoridade de Simon and Garfunkel (23rd Turnoff), Um DJ holandês maluco e sua maravilhosa piração (Adjeef The Poet, O melhor dos porões britânicos (Baker Knight & The Nightmares, Morgen, Hopscoth, Sweet Feeling, The Glass Family) e das garagens norte-americanas (The Southwest F.O.B, Sangre Mexicana, Phluph) e a banda psicodélica de maior nome de todos os tempos (Walham Green East Wapping Carpet Cleaning Rodent & Boggit Extermination Association). Espero que vocês gostem.

Tracklisting:
01- The Yankee Dollar - Sanctuary
02 - Phluph - Another Day
03 - The Score - Please please me
04 - Fingletoad, Strange & Sího - Marshlands
05 - Baker Knight & The Nightmares - Hallucinations
06 - Octopus - The River
07 - 23rd Turnoff - Michaelangelo
08 - Morgen - She's The NiteTime
09 - Adjeef The Poet - Ieek, I'm A Freak
10 - Jade - Rest of my life
11 - Hopscotch - Look at the Lights Go Up
12 - Sweet Feeling - All So Long Ago
13 - The Sountrack - Rock & Roll
14 - The Southwest F.O.B. - Smell of Incense
15 - Sangre Mexicana - Good Cause
16 - Plague - Here Today, Gone Tomorrow
17 - The Glass Family - House Of Glass
18 - Walham Green East Wapping Carpet Cleaning Rodent & Boggit Extermination Association - Sorry Mr. G

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Jefferson Airplane - 1967 - Surrealistic Pillow


Dando uma geral hoje no arquivo do blog, notei uma ausência imperdoável: nem um só disco do Jefferson Airplane, um dos ícones da psicodelia de São Francisco. Então fui catar algo na minha coleção. Este álbum, Surrealistic Pillow, é simplesmente obrigatório para quem curte o som dos anos 1960.

Consta que o Jefferson Airplane foi a primeira banda de São Francisco a alcançar fama nos Estados Unidos da década de 1960. Eles escancaravam o jeito hippie e drogado de viver, combinado a uma engajado movimento político antiguerra. Sua produção vai de 1965 a 1972, com sete álbuns de estúdio e participações importantes na maioria dos festivais de rock da época, entre eles Monterey e Woodstock. Ao fim, deram origem a duas outras bandas que fizeram algum sucesso nos anos 1970 e 1980 (Hot Tuna e Jefferson Starship), porém nunca mais com o mesmo brilhantismo. Em 1989 voltaram a se reunir para um novo álbum e uma turnê.

Parte importante desse brilhantismo pode ser creditada à genialidade de Marty Balin e aos vocais sui generis de Grace Slick, que posterioriamente serviriam de inspiração para muitas outras cantoras. Este Surrealistic Pillow traz alguns dos melhores hinos da banda, como "Somebody to love" e "White Rabbit", esta última uma legítima viagem de ácido com o tema de Alice no País das Maravilhas.

Esta versão que disponibilizamos aqui é uma primorosa edição americana, com o áudio restaurado e duas versões para cada faixa - uma estéreo e outra mono.

Em tempo: coloquei aqui na agulha outros dois discos do JA - o álbum de estreia Takes Off, de 1966, e o After Bathing at Baxter's, também de 1967. Boa audição!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Beatles nas pistas

Grupo Easy Star's All Stars recriam clássico do Quarteto de Liverpool


Apesar de sua formação remontar ao ano de 1997, foi apenas em 2003 que o coletivo de reggae Easy Star's All Stars obteve reconhecimento mundial ao lançar seu Dub side of the moon, uma inventiva releitura, faixa a faixa, do clássico Dark side of the moon, do Pink Floyd, tramada por meio de intervenções eletrônicas e ritmos caribenhos. Em 2006, os Easy Star's repetiram a dose ao regravar OK computer, do Radiohead (se valendo do pseudônimo Radiodread!) e, agora, resolveram se apossar de nada mais nada menos que Sgt. Pepper's lonely hearts club band, dos Beatles.


Regueiros chegam ao terceiro álbum-tributo incrementando os arranjos com grooves.
Foto: Reprodução da capa do cd: Easy Stars lonely hearts Dub Band
No disco rebatizado como Easy Star's Lonely Hearts Dub Band (selo Coqueiro Verde), o grupo - Michael Goldwasser (guitarras elétricas e acústicas, percussão, sintetizador), Victor Ticklah Axelrod (teclados), Victor Rice (baixo) e Patrick Dougher (bateria, percussão) - convocou uma série de convidados especiais para assumir os vocais da gravação. Nos arranjos, não há nenhuma inovação radical ou pretensiosa, apenas a esperada argamassa de grooves e riddinsarregimentados no ska, no rocksteady, no dub e no reggae.

Aqueles que se dispuserem a ouvir o CD sem pruridos beatlemaníacos vão encontrar diversão garantida. Ex-vocalista de apoio de lendas jamaicanas como Lenny Hibbert e Gregory Isaacs, Junior Jazz abre o trabalho provendo a faixa-título com uma contagiante levada dançante, seguido de perto pelo grande Luciano (cantor de reggae influenciado por Stevie Wonder e pelo finado Dennis Brown), em uma releitura roots, recheada de metais para With a little help from my friends.

Como seria de se esperar em um trabalho movido por inspiração rastafári, as demais faixas do disco se sucedem de forma relaxada, sem sobressaltos. De resto, cabe ainda destacar as presenças do ícone da cena dancehall Frankie Paul, em Lucy in the sky with diamonds; do veterano Max Romeo em Fixing a hole; da improvisada dupla Bunny Rugs (vocalista do grupo Third World) e U-Roy (o rei do toast jamaicano, espécie de versão prototípica para o rap norte-americano) em Lovely Rita; e do genial Michael Rose (dono da poderosa voz que imantou os melhores trabalhos do grupo Black Uhuru) na conclusiva A day in the life.
Publicado no Diario de Pernambuco em 11/07/2010.
Baixe este álbum aqui (link retirado do blog Original Pinheiros Style).

Jimi Hendrix: Aprecie sem moderação

O guitarrista que incendiou os anos 1960 volta às lojas em edições luxuosas para álbuns clássicos


Há quem garanta que Jimi Hendrix não reinventou a guitarra apenas uma vez. Em cada gravação, era como se a aventura recomeçasse. "Nenhum outro roqueiro violou tantas regras enquanto satisfez tantas expectativas", observou o crítico norte-americano Dave Marsh. No fim da década de 1960, não à toa, o ídolo da contracultura ouviu a mesma pergunta inúmeras vezes: qual é o segredo? "Componho o que eu sinto. E é apenas isso", explicou, certa vez. Parecia simples. Mas, quatro décadas após a morte do criador, essa arte furiosa ainda guarda mistérios.

A era digital não resolveu o enigma nem aplacou o incêndio propagado por Hendrix. O que se nota é o oposto disso. A cada relançamento, o legado do músico volta a provocar assombro. Em 2010, essa herança ganha moldura luxuosa. A parceria entre a Sony e a Experience Hendrix L.L.C., empresa que administra a obra do músico (presidida por sua irmã, Janie), antecipa os tributos ao astro, morto em 18 de setembro de 1970, aos 27 anos.

Primeiro fruto desse matrimônio, a coletânea Valleys of Neptune (distribuída em março) frustrou os devotos mais exigentes com um apanhado de versões alternativas para faixas conhecidas. Já a segunda fornada de CDs, que acaba de chegar às lojas, não deixa impressão de mero oportunismo: trata-se da bem-vinda reedição dos clássicos Are you experienced, Axis: bold as love (ambos de 1967), Electric Ladyland, de 1968, e da compilação First rays of the new rising sun - que, lançada originalmente em 1997, reúne canções rascunhadas pelo músico nos últimos meses de vida.

As novas tiragens contêm documentários curtos em DVD, além de encartes caprichados, recheados de fotos e textos. Em todos os casos, o aspecto mais valioso é a criação de mestre, o estilo que rejeita retoques. Radiografar a trajetória do artista é uma das metas do projeto da Sony. A outra é reafirmar a genialidade do mito. Sobre isso, os fãs não discutem. "Jimi era um astronauta visionário, ele sempre olhou para o futuro", observa o multiinstrumentista Dillo D'Araújo, admirador desde a adolescência. "Ele deixou uma herança que até hoje é irretocável, por mais que a guitarra tenha passeado por outras paisagens e sonoridades. Sua música é a trilha sonora de um filme que se passa em 2099", acrescenta.

Carreira breve - Os textos que acompanham as edições comemorativas recriam a imagem de um astro "algo cherokee, um pouco afro-americano, inteiramente musical, guiado pela imaginação". Nascido Johnny Allen Hendrix, em 27 de novembro de 1942, o guitarrista de Seattle, Washington, logo recebeu outro nome: James Marshall. Seria apenas uma entre as tantas mutações que se prolongariam numa carreira tão breve quanto espetacular.

Mesmo em movimento acelerado, Hendrix percorreu trilhas tortas para chegar ao ápice. Dois anos antes da performance flamejante no Woodstock, onde subverteu o hino norte-americano, ainda passava como mera revelação da cena musical inglesa, apadrinhado pelo empresário Chas Chandler - ex-baixista do The Animals. Desde pequeno, Hendrix cultuava bluesmen como B.B. King, Muddy Waters e Buddy Holly. Depois de passar um ano como paraquedista no Exército norte-americano, trabalhou com bambas como Sam Cooke e Little Richards. Mas foi na "swinging London" que encontrou um lar.

Hey Joe, o primeiro compacto do trio The Jimi Hendrix Experience (formado ainda pelo baixista Noel Redding e pelo baterista Mitch Mitchell), ficou 10 semanas nas paradas inglesas, no início de 1967. As últimas canções foram gravadas no segundo semestre de 1970, quando o músico havia embarcado numa rotina alucinada de shows e sessões em estúdio. Morreu sufocado pelo próprio vômito, após tomar coquetel de álcool, soníferos e drogas. Um desfecho ruidoso, escandaloso, que, por algum tempo, ofuscou o essencial: a batalha que Hendrix travou para expandir as possibilidades do rock. Triunfo que, no reino das guitarras, ainda soa como um estrondo.

Relançamentos

Are you experienced (1967)

"Na música, provocou efeito semelhante ao Big Bang", compara o crítico norte-americano Dave Marsh, no encarte da edição comemorativa. "Nos dois casos, o mundo ainda está tentando absorver, organizar e encontrar o sentido de tudo o que aquele evento acarretou", explica. De fato, nenhum elogio é pouco para um disco que enterrou muitas das regras da música pop - e, de lambuja, inaugurou técnicas que transformaram a guitarra para sempre, com camadas de efeitos, distorções e solos. As influências vão do blues à psicodelia. O CD inclui os clássicos Purple haze, Hey Joe e Stone free, lançados originalmente em compactos.

Axis: bold as love (1967)

Resultado de uma torrente criativa, Axis: bold as love começou a ser rascunhado quando a estreia ainda estava na fase de conclusão. Passou apenas um ano entre as primeiras sessões de Hey Joe e o arremate de She's so fine. A ansiedade, no entanto, não arranhou o resultado. O tino pop do empresário Chas Chandler (ex-The Animals), que atua como produtor, destaca o momento feliz de um trio afinadíssimo. No caldo, Jimi incluiu referências ao universo da ficção científica, que cultuava. "Axis foi criado rapidamente, talvez para provar que Jimi não era um gênio de um álbum só", observa o crítico Jym Fahley, no encarte.

Electric ladyland (1968)

Lançado como álbum duplo, o monumental Electric Ladyland comprova a evolução de Hendrix como guitarrista e esteta do blues-rock. O músico que não se deixava domar por limitações de gêneros musicais radicaliza o espírito aventureiro. O blues ainda sustenta o transe melódico do guitarrista (como na jam Voodoo Chile), mas Hendrix passeia pelo rock de Nova Orleans (Come on), aprofunda a lisergia e presta homenagem a um dos seus grandes ídolos, Bob Dylan (All along the watchtower). Nem todas as provocações do mestre, porém, foram autorizadas: a capa original, enfeitada por um elenco de mulheres nuas, acabou vetada.

First rays of the new rising sun (1997)

Recriar o "álbum perdido" de Hendrix, que o guitarrista gravava nos últimos meses de vida, é o desafio do engenheiro de som Eddie Kramer. O trabalho, cuidadoso, faz por merecer o relançamento de luxo. Em 1970, Hendrix planejava lançar um disco duplo ou até triplo (o projeto, até determinado ponto, atendia por Strate ahead). A maior parte das canções foi gravada no verão de 1970, no Electric Lady Studio, em Nova York. Kramer encontrou faixas incompletas, que foram retocadas de acordo com recomendações que o guitarrista havia deixado na época. Entre os destaques, Ezy Ryder, inspirado no filme Sem destino, de 1969.
Publicado no Diario de Pernambuco em 11/07/10.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ronnie Dio - Singles de início de carreira

O amigo Mij Acsanner postou na nossa comunidade quatro compactos lançados pelo Ronnie James Dio (que Deus o tenha!) no início de sua carreira, com as bandas The Red Caps e The Prophets. Reproduzimos aqui a homenagem, até porque quem ouvir os singles vai perceber que Dio não fez apenas hard rock e metal.

1958 - Ronnie & The Red Caps - Lover/Conquest

1960 - Ronnie & The Red Caps - An Angel is Missing/What I'd Say

1962 - Ronnie Dio & The Prophets - The Ooh Poo Pah Doo/Love Pains

1963 - Ronnie Dio & The Prophets - Gonna Make it Alone/Swingin Street

sábado, 1 de maio de 2010

The Ill Wind - 1968 - Flashes


Mais uma daquelas bandas obscuras dos anos 1960 que só produziram um único álbum. O Ill Wind é de Boston (EUA) e este álbum foi produzido por Tom Wilson, o mesmo cara que trabalhou com Dylan, Simon & Garfunkel e Mothers of Invention do Frank Zappa, entre outros. Apesar disso, como não havia um direcionamento musical, a banda acabou naquele ano mesmo. Mas o som é muito bom, misto de psicodelia e folk, bem agradável aos ouvidos. O interessante é que não é uma banda apenas de marmanjos - a vocalista Connie DeVanney, levemente inspirada em Grace Slick do Jefferson Airplane, arrasa nos vocais. Destaque para "People of the night" e "High Flying Bird". "Sleep" é bem soturna, meio gótica.

Tracklisting:
1. Walking and singin'
2. Sleep
3. Little man
4. Dark World
5. L.A.P.D.
6. High Flying Bird
7. Hung-Up Chick
8. People of the night
9. Full cyrcle