Yardbirds? Sem comentários... Depois do "Little Games", de 1967, esse é o disco que mais gosto dos Yardbirds. Desnecessário dizer que essa banda britânica reúne três dos maiores guitarristas-deuses de todos os tempos: Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Esse disco foi gravado logo após Beck ingressar no grupo, só com materiais originais. Não chega a ser brilhante, mas tem um bom tempero de blues, rock e psicodelia. Destaque para "Lost Woman" e "Psycho Daisies". Detalhe: Cris Deja debulha no baixo!sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
The Yardbirds - 1966 - Roger The Engineer
Yardbirds? Sem comentários... Depois do "Little Games", de 1967, esse é o disco que mais gosto dos Yardbirds. Desnecessário dizer que essa banda britânica reúne três dos maiores guitarristas-deuses de todos os tempos: Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page. Esse disco foi gravado logo após Beck ingressar no grupo, só com materiais originais. Não chega a ser brilhante, mas tem um bom tempero de blues, rock e psicodelia. Destaque para "Lost Woman" e "Psycho Daisies". Detalhe: Cris Deja debulha no baixo!Paul Butterfield Blues Band - 1967 - The Resurrection Of Pigboy Crabshaw
Esse é pra quebrar o jejum que já durava quase seis meses. Sem tempo para postar... Paul Butterfield Blues Band é para quem gosta de blues, daqueles bem feitos, que energizam o corpo enquanto afagam o coração. Não é bem rock psicodélico, mas acho que vale pela preciosidade. Paul Butterfiled, o frontman e dono da banda, é um cara de Chicago que desenvolveu um estilo único e original de tocar gaita, abrindo assim muitas portas para os músicos de blues tradicional. Foi um dos responsáveis por fazer americanos brancos ouvirem blues elétrico. Quem prestar atenção vai perceber toques de psicodelia, rock and roll e jazz. Na banda, feras como Michael Bloomfield e Elvin Bishop. Gravaram cinco discos (este é o terceiro) na segunda metade dos anos 1960, estiveram no festival de Woodtstok, mas no início da década seguinte Paul teve que se retirar por problemas de saúde (e de drogas, claro). Depois ainda gravaram alguns discos, com outras formações, mas nada se compara a esta pérola de 1967.segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
MARCHA MUNDIAL PELA PAZ CHEGA NESTA TERÇA EM PERNAMBUCO

Depois de percorrer dezenas de países pedindo o fim das guerras, das armas nucleares e a eliminação de todo tipo de violência, a equipe base da Marcha Mundial pela Paz e Não Violência chega ao Brasil amanhã (15), e a primeira parada é em Pernambuco, um dos estados mais violentos do país. À tarde, o grupo recebe a imprensa no Hotel Manibu, em Boa Viagem, e na quarta-feira (16) serão realizados atos públicos nas cidades de Olinda e Recife, com a participação de diversos movimentos sociais e culturais, coletivos e entidades.
Em Olinda, a concentração ocorre a partir das 10h na Praça do Carmo, animada por bonecos gigantes e apresentações de grupos artísticos. De lá, os ativistas iniciarão uma caminhada simbólica passando pela Avenida Liberdade, Praça de São Pedro, Rua 27 de Janeiro, chegando até a Prefeitura, onde serão recebidos pelo prefeito Renildo Calheiros, que formalizará sua adesão. Durante o ato haverá a apresentação do Coral Vozes do Silêncio e banners alusivos ao tema da Marcha são estendidos na fachada da Prefeitura. Neste momento, os sinos de todas as igrejas da Cidade Patrimônio irão repicar.
No Recife, o ponto de partida é a Praça da República, às 15h, onde a equipe base será recebida pelo governador Eduardo Campos. A caminhada simbólica passará pela Ponte Buarque de Macedo, Avenida Rio Branco e Rua do Bom Jesus, com finalização na Praça do Arsenal da Marinha. A partir das 18h haverá a realização de shows dentro da programação do Ciclo Natalino recifense. Irão se apresentar Chinelo de Iaiá, Grupo Tokada, Coco de Umbigada do Guadalupe, DJ Zero, Tiger e Nação Corrompida. Os discursos serão traduzidos na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Haverá, ainda, a ação de grafiteiros e frevioca.
A equipe internacional que vem a Pernambuco já saiu da Costa Rica e está no Panamá. O grupo é composto por ativistas da Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Índia e Itália. Ontem, eles participaram de um concerto com artistas panamenhos, entre eles Ruba Morena, que compôs a música “Esperanza” especialmente para a ocasião.
A MARCHA - A Marcha Mundial pela Paz e Não Violência é uma iniciativa apartidária impulsionada pela ONG Mundo sem Guerras, braço internacional do Movimento Humanista, em conjunto com diversas organizações e pessoas. Teve início na Nova Zelândia no dia 2 de outubro de 2009, dia do nascimento de Mahatma Gandhi e declarado pela ONU “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará dia 2 de janeiro de 2010 em Punta de Vacas, na Argentina, onde milhares de voluntários irão debater e definir ações para os próximos anos.
Pela primeira vez na história, milhões de pessoas estão se mobilizando para pedir o fim das guerras, das armas nucleares e a eliminação de todo tipo de violência (física, econômica, racial, religiosa, cultural, sexual e psicológica). Durante esses 90 dias, a Marcha passará por cerca de 90 países e 300 cidades, nos seis continentes, incluindo a Antártica. Em cada cidade estão sendo realizados festivais, fóruns, conferências e reuniões com políticos e autoridades para criar consciência sobre a importância do tema. Milhões de pessoas já aderiram, incluindo artistas, intelectuais, políticos e outras personalidades. Para aderir, basta cadastrar-se no site www.marchamundial.org.br.
Mais informações:
Cristiane Prudenciano (porta-voz em PE): 81-8767.3940
Pablo Gonzalez (equipe base): 81-9257.6817
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Por um mundo sem guerras

Pela primeira vez na história, milhões de pessoas estarão se mobilizando num evento desta magnitude. A verdadeira força desta Marcha nasce do simples ato de quem, por consciência, adere a uma causa digna e a compartilha com outros.
http://www.theworldmarch.org/index.php?secc=join
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Purple Gang - 1968 - Purple Gang Strikes

1. Auntie Monica Beard, Bowyer 3:04
2. Bootleg Whisky Beard, Bowyer 3:18
3. Viola Lee Blues Beard, Bowyer 3:10
4. Wizard Beard, Bowyer 3:49
5. Mr. Alred Jones Beard, Bowyer 2:57
6. Granny Takes a Trip Beard, Bowyer 2:38
7. Overseas Stomp Beard, Bowyer 2:15
8. Freightliner Beard, Bowyer 2:50
9. Sheik Beard, Bowyer 3:08
10. Rising Sun Beard, Bowyer 2:23
11. Kiss Me Goodnight Sally Green Beard, Bowyer 2:30
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Fairfield Parlour - 1970 - From Home to Home

A história do Fairfield Parlour é a mesma do Kaleidoscope. Não confundir com a Kaleidoscope americana, ativa na mesma época. Ambas são psicodélicas, porém essa é inglesa. Começou em 1964 e gravou dois discos pelo selo Fontana: Tangerine Dream (1967), que já postamos aqui, e Faintly Blowing (1969). Encantou a todos com suas músicas líricas, harmoniosas, misto de rock e folk, letras que pareciam contos de fada. Apesar de serem conhecidos na cena underground inglesa, nunca fizeram sucesso. Por volta de 1970, a banda simplesmente mudou de nome. Virou Fairfield Parlour. Mesma sonoridade, mesma formação. Este From Home to Home, que saiu pela Vertigo em 1970, é bastante similar aos dois anteriores. Talvez um pouco mais sofisticado, talvez um pouco mais pesado. Eles usam alguns sintetizadores a la Beatles, outras passagens têm flauta. Depois disso a banda acabou. O arquivo que disponibiliamos é da edição que saiu em CD em 2006 e traz oito bonus tracks, que aqui seguem em separado pois do contrário o arquivo passaria dos 100 MB.
Tracklist:
1. Aries Daltrey, Pumer 3:21
2. In My Box Daltrey, Pumer 2:01
3. By Your Bedside Daltrey, Pumer 2:36
4. Soldier of the Flesh Daltrey, Pumer 3:39
5. I Will Always Feel the Same Daltrey, Pumer 1:48
6. Free Daltrey, Pumer 4:18
7. Emily Daltrey, Pumer 5:17
8. Chalk on the Wall Daltrey, Pumer 1:06
9. The Glorious House of Arthur Daltrey, Pumer 2:46
10. Monkey Daltrey, Pumer 2:21
11. Sunny Side Circus Daltrey, Pumer 2:43
12. Drummer Boy of Shiloh Daltrey, Pumer 3:17
13. Bordeaux Rose [*] Daltrey, Pumer 2:39
14. Chalk on the Wall [*] Daltrey, Pumer 1:06
15. Just Another Day [*] Daltrey, Pumer 2:35
16. Caraminda [*] Daltrey, Pumer 2:01
17. I Am All the Animals Daltrey, Pumer 1:03
18. Song for You [*] Daltrey, Pumer 1:20
19. Bordeaux Rose [*] Daltrey, Pumer 4:23
20. Baby Stay for Tonight [*] Daltrey, Pumer 3:05
terça-feira, 7 de julho de 2009
Pink Floyd - 1966/1967 - Outtakes from outer space

Este é um bootleg lançado pela RoIO. Traz versões excelentes de alguns clássicos conhecidos do Floyd, como "Interestellar Overdrive" e "Astronomy Domine", e outras pérolas menos conhecidas. Para fãs é um prato cheio!
* "Lucy Leave" e "King Bee" foram gravadas na primeira sessão da banda, o som em mono é excelente.
* A versão de estúdio para "Interestellar Overdrive" é a mesma do LP Tonite Let's All Make Love in London.
* A versão de "Astronomy Domine" é da primeira aparição do Floyd no programa de TV Look of the Week, em 14 de maio de 1967.
* "Experiment" e "Silas Lane" são duas das faixas mais interessantes. São versões alternativas (e raras) feitas para o LP The Piper at Gates of Dawn. "Silas Lane" traz Syd Barrett tocando alguns acordes, às vezes dissoantes do piano de Rick Wright, e mais tarde foi chamada de "Swan Lee (Silas Lane"), gravada por Barrett nas sessões de do álbum The Madcap Laughs. Curiosamente, a faixa foi excluída do setlist original do LP e lançada apenas em 1988 na coletânea Opel.
* Nas faixas 6 a 13, temos as duas primeiras sessões para a BBC (as únicas com a presença de Syd). A primeira no Playhouse Theatre, em 25 de setembro de 1967 (transmitido em 1° de outubro daquele ano). A segunda foi gravada no Maida Vale Studio, em 20 de dezembro de 1967 (com transmissão em 31 de dezembro).
* "Flaming" é um mix alternativo que apareceu no terceiro single do Floyd lançado nos Estados Unidos em 5 de agosto de 1967, sob o selo Capitol's Tower.
* "Reaction In G" foi pinçada do concerto de Roterdã, The Hippy Happy Fair, realizado no Oude Ahoy Hallen em 13 de novembro de 1967.
* "Milky Way" é uma versão alternativa de Syd, bem diferente da que aparece no Opel.
Tracks:01 Lucy leave
02 I´m a kingbee
03 Interstellar overdrive
04 Astronomy domine
05 Experiment
06 Flaming
07 The gnome
08 Matilda mother
09 The scarecrow
10 Vegetable man
11 Pow R toc H
12 Scream thy last scream
13 Jugband blues
14 Silas lane
15 Flaming
16 Reaction in G
17 Milky way
Donwload
domingo, 21 de junho de 2009
Blood, Sweat & Tears - 1969 - Blood, Sweat & Tears

2. Smiling Phases Capaldi, Winwood, Wood 5:11
3. Sometimes in Winter Katz 3:09
4. More and More Juan, Vee 3:04
5. And When I Die Nyro 4:06
6. God Bless the Child Herzog, Holiday 5:55
7. Spinning Wheel Clayton-Thomas 4:08
8. You've Made Me So Very Happy Gordy, Holloway, Holloway ... 4:19
9. Blues, Pt. 2 Blood Sweat & Tears 11:44
10. Variations on a Theme by Erik Satie (First Movement) Satie 1:49
quinta-feira, 18 de junho de 2009
'Loki' expõe a genialidade do criador dos Mutantes sem fazer julgamentos
Lígia Nogueira Do G1, em São Paulo
Gênio precoce. Drogado. Louco. A trajetória de Arnaldo Baptista, um dos artistas mais criativos que a música brasileira já teve, não raro vem acompanhada de adjetivos extremos. Na tela do cinema, a história de sua vida ganha as cores fortes dos quadros que ele pinta, isolado em um sítio em Minas Gerais, onde vive hoje na companhia de sua terceira mulher.
Depois de ser exibido na programação da 32ª Mostra de Cinema de São Paulo, em 2008, o documentário “Loki” estreia neste fim de semana no circuito. O filme dirigido por Paulo Henrique Fontenelle mostra como o multi-instrumentista e compositor criou os Mutantes antes mesmo de atingir a maioridade e se tornou um revolucionário na companhia do irmão Sérgio Dias e da cantora Rita Lee, com quem foi casado durante um curto período.
Ídolo da juventude em plena ditadura militar, o trio temperou a cultura nacional com seu humor e irreverência regados a drogas e muito rock ‘n’ roll. E é ao som de suas guitarras psicodélicas que a trama vai costurando imagens históricas, depoimentos de músicos, produtores, familiares e amigos, enquanto o próprio retratado pinta um quadro – atividade que vem exercendo desde que se mudou de São Paulo nos anos 80.
Da época em que formou o grupo The Thunders com os amigos de colégio – que daria origem aos Mutantes ao se misturar com as Teenage Singers, do qual Rita Lee fazia parte – até o retorno da banda 33 anos depois, em um show em homenagem à tropicália em Londres, com Zélia Duncan nos vocais, o filme passa a limpo a trajetória de Arnaldo Baptista e mostra sua importância definitiva às novas gerações.
Se no palco os Mutantes ficaram conhecidos como a banda de apoio de Gilberto Gil na canção “Domingo no parque” - sucesso nos festivais no final dos anos 60 -, nos bastidores a banda ficou enfraquecida por entorpecentes e relacionamentos conturbados. Com a saída de Rita Lee e o consequente fim do grupo, Arnaldo Baptista caiu em depressão e foi internado diversas vezes.
“A gente entrou num labirinto sem uma cordinha para amarrar atrás”, resume Sérgio Dias, em um dos diversos depoimentos reunidos em “Loki”.
Assim como acontece em “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, de Claudio Manoel, o mérito do documentário é justamente não se prender a tentativas de julgamento moral. Ambos os filmes expõem, acima de tudo, a relevância histórica de seus biografados. E, de quebra, o expectador ainda ganha uma trilha sonora de arrebentar.
Gravadora americana lança álbum de inéditas dos Mutantes
A gravadora America Anti Records – que reúne em seu catálogo discos de Tom Waits e Nick Cave, entre outros artistas – anunciou o lançamento do novo álbum de inéditas dos Mutantes em mais de 30 anos. Segundo o selo, o disco intitulado “Haih” chega às lojas no dia 8 de setembro.
Além do guitarrista Sérgio Dias, a nova formação do grupo reúne Bia Mendes e Fábio Recco (vocais), Dinho Leme (bateria), Simone Sou (percussão), Henrique Peters (teclados, flauta doce e vocais), Vitor Trida (teclados, flautas, viola, cello e vocal) e Vinícius Junqueira (baixo).
Repetindo o feito de 1968, quando deu aos Mutantes a canção "Minha menina", Jorge Ben Jor compôs especialmente para a nova fase da banda paulistana a faixa inédita "O careca". O disco tem ainda sete parcerias de Sérgio Dias com Tom Zé, entre elas "Samba do Fidel", "Anagrama" e "Dois mil e agarrum", que contou com participação de Mike Patton, do Faith No More.
* Publicado no site do G1, em 17/06/09.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Blue Cheer - 1968 - Vincebus Eruptum
Mais uma banda californiana das boas. Blue Cheer nasceu como um power trio (Dickie Peterson, baixo, vocais), Paul Whaley (bateria) e Leigh Stephens (guitarra), tocando o que mais tarde viria se chamar heavy metal com pitadas punks. Neste álbum de estreia atingiram o Top 40 dos EUA com o hit "Summertime Blues", cover de Eddie Cochran. Pouco tempo depois a banda quebrou, mudou a formação e deixou de ser trio. As músicas deste álbum clássico são meio longas, recomendo, além da faixa já citada, "Rock me baby", que lembra um pouco o Ten Years After e o Steppenwolf. Aliás, o Leigh Stephen é um exímio guitarrista e o vocal de Peterson é bem marcante. Confiram!1. Summertime Blues Capehart, Cochran 3:47
2. Rock Me Baby Josea, King 4:22
3. Doctor Please Peterson 7:53
4. Out of Focus Peterson 3:58
5. Parchment Farm Allison 5:49
6. Second Time Around Peterson 6:17
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Cream - 1967 - Disraeli Gears

quinta-feira, 7 de maio de 2009
Novo single Stela Campos
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Booker T & The MGs - 1967 - Hip Hug-Her
1. Hip Hug-Her Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:22
2. Soul Sanction Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:30
3. Get Ready Robinson 2:45
4. More Oliviero, Ortolani 2:55
5. Double or Nothing Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:51
6. Carnaby St. Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:14
7. Slim Jenkins' Place Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:25
8. Pigmy Brown, Larkin, Swarn 3:55
9. Groovin' Brigati, Cavaliere 2:40
10. Booker's Notion Cropper, Dunn, Jackson, Jones 2:25
11. Sunny Hebb 3:24
domingo, 26 de abril de 2009
Love - 1967 - Da Capo

2. Orange Skies MacLean 2:49
3. ¡Que Vida! Lee 3:37
4. Seven & Seven Is Lee 2:15
5. The Castle Lee 3:00
6. She Comes in Colors Lee 2:43
7. Revelation Echols, Forssi, Lee, MacLean 18:57
sábado, 14 de março de 2009
King Crimson - 1969 - In the court of Crimson King

King Crimson: ame-o ou deixe-o. É difícil alguém gostar "mais ou menos" do King Crimson, geralmente se ama ou se odeia. No caso deste disco, a estreia da banda, sempre pairou uma discussão: psicodélico ou progressivo? Eu digo que é progressivo, com toques psicodélicos. Mesmo assim acho que vale o post. O grupo surgiu na Inglaterra em 1969 e já de cara lançaram essa pérola, fruto da mente perturbada do band leader Robert Fripp e megalomaníaco(guitarra/mellotron). Fripp levou as estruturas complexas do jazz e da música clássica para o rock, evitando os excessos cometidos, por exemplo, pelos Moody Blues. O nome da banda surgiu a partir de uma das músicas compostas por Peter Sinfield, "The court of crimson king", um dos carros-chefes deste álbum. A formação da banda neste disco traz ainda o Greg Lake, que havia tocado com o Keith Emerson no lendário Nice e depois os dois formaram um trio com o Carl Palmer. Mas isso é outra história... Bom, o álbum começa com a paulada de "21st century schizoid man", passa pela suave e lírica "I talk to the wind", pela bela "Epitaph" e por aí vai. Apesar de sair um pouco da linha de rock psicodélico seguida por este blog, espero que gostem.
3. Epitaph/March for No Reason/Tomorrow and Tomorrow Fripp, Giles, Lake, McDonald ...
8:47
Download
T. Rex - 1971 - Eletric Warrior

2. Cosmic Dancer Bolan 4:26
3. Jeepster Bolan 4:10
4. Monolith Bolan 3:45
5. Lean Woman Blues Bolan 3:01
6. Bang a Gong (Get It On) Bolan 4:24
7. Planet Queen Bolan 3:11
8. Girl Bolan 2:29
9. The Motivator Bolan 3:57
10. Life's a Gas Bolan 2:23
11. Rip Off Bolan 3:38
Frijid Pink - 1970 - Frijid Pink

1. God Gave Me You Beaudry, Thompson 3:35
2. Crying Shame Valvano 3:12
3. I'm on My Way Beaudry, Thompson 4:34
4. Drivin' Blues Beaudry, Thompson 3:17
5. Tell Me Why Beaudry, Thompson 2:51
6. End of the Line Beaudry, Thompson 4:07
7. House of the Rising Sun Holmes, Ray, White 4:42
8. I Want to Be Your Lover Beaudry, Thompson, Valvano 7:34
9. Boozin' Blues Beaudry, Thompson 6:05
10. Heartbreak Hotel [*] Axton, Durden, Presley 2:51
11. Music for the People [*] Beaudry, Thompson 2:55
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Prêmio Dardos
Nosso blog foi indicado ao Prêmio Selo Dardos por dois blogs: Pirata do Rock e O Melhor do Blues & Rock. O prêmio é um reconhecimento feito entre blogueiros dos valores que cada um emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, entre outros. Outro quesito é a criatividade. Esse selos foram criados para promover a confraternização entre blogueiros. 1967 agradece a homenagem.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Strawberry Alarm Clock - 1967 - Incense and Peppermints

sábado, 10 de janeiro de 2009
Small Faces - 1967 - Small Faces

2. Something I Want to Tell You Lane, Marriott 2:10
3. Feeling Lonely Lane, Marriott 1:35
4. Happy Boys Happy Lane, Marriott 1:36
5. Things Are Going to Get Better Lane, Marriott 2:39
6. My Way of Giving Lane, Marriott 1:59
7. Green Circles Lane, Marriott, O'Sullivan 2:46
8. Become Like You Lane, Marriott 1:58
9. Get Yourself Together Lane, Marriott 2:16
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Yma Sumac - 1971 - Miracles

Post a pedido de um membro da comunidade do Orkut 1967 - O Ano da Psicodelia. Vale como curiosidade. Em 1971 a cantora lírica peruana Yma Sumac (que morreu em 1º de novembro de 2008 aos 86 anos) flertou com o rock e saiu este "Miracles". O álbum traz alguns sons que soam familiares, alguns até óbvios até, mas tem muita sonoridade estranha! Yma, que se dizia descendente de um imperador inca, ficou famosa nos Estados Unidos nos anos 50, com suas versões exóticas de música folclórica peruana. Quem quiser saber mais visite o site oficial da moça.
Tracklisting:
1. Remember
2. Medicine man
3. Let me hear you
4. Tree of life
5. Flame tree
6. Zebra
7. Azure sands
8. Look around
9. Magenta mountain
10. El condor pasa
domingo, 30 de novembro de 2008
The Monks - 1966 - Black Monk Time

Larry Clark: organ, vocalist
Dave Day: banjo (initially rhythm guitar), vocalist (died January 10, 2008)
Eddie Shaw: bass guitar, vocalist
Roger Johnston: drums, vocalist (died November 8, 2004)
domingo, 19 de outubro de 2008
Bob Dylan - 1966 - Blonde on blonde
Um leitor do blog me chamou recentemente a atenção sobre a inexistência de uploads de Bob Dylan aqui... Pois bem. Lembrei do "Blonde on blonde", de 1966, meu favorito do mestre. O disco todo é muito bom, dá para ouvir num fôlego só sem pular nenhuma faixa. Neste disco, Dylan continua bebendo do blues como no Highway 61 Revisited, de 1965, mas adiciona algumas guitarras elétricas e letras bem surreais. Não chega a ser psicodélico no sentido restrito do termo, mas é bem viajado. É considerado um dos grande álbuns de rock and roll de todos os tempos. Foi gravado em Nashville e conta com a participação de uma penca de ótimos músicos. Destaques para "Visions of Johanna", "I want you" e "Just like a woman". Definitivo.Tracklisting:
1. Rainy Day Women #12 & 35
2. Pledging My Time
3. Visions of Johanna
4. One of Us Must Know (Sooner or Later)
5. I Want You
6. Stuck Inside of Mobile With the Memphis Blues Again
7. Leopard-Skin Pill-Box Hat
8. Just Like a Woman
9. Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)
10. Temporary Like Achilles
11. Absolutely Sweet Marie
12. 4th Time Around
13. Obviously 5 Believers
14. Sad Eyed Lady of the Lowlands
Line-up:
Bob Dylan – Vocals, guitar, harmonica, piano
Robbie Robertson – guitar, Vocals
Rick Danko – bass, violin, Vocals
Garth Hudson – keyboards, saxophone
Richard Manuel – drums, keyboards, Vocals
Charlie McCoy – bass, guitar, harmonica, trumpet
Al Kooper – organ, guitar, horn, keyboards
Hargus "Pig" Robbins – piano, keyboards
Bill Atkins – keyboards
Paul Griffin – piano
Kenneth A. Buttrey – drums
Sanford Konikoff – drums
Joe South – guitar
Jerry Kennedy – guitar
Wayne Moss – guitar, Vocals
Henry Strzelecki – bass
Wayne Butler – trombone
Bob Johnston – producer
Mark Wilder – remixing, remastering
Amy Herot – reissue producer
Download
sábado, 4 de outubro de 2008
The Yardbirds - 1967 - Little Games

Bem, Yardbirds é sempre Yardbirds, ou seja, dispensa apresentações. Antes de acabar em 1968, o grupo nos presenteou com essa jóia do rock sessentista, sob o comando do futuro Led Zeppelin Jimmy Page. Notem que outro futuro membro do Led, o baixista Jean Paul Jones, faz uma participação especial neste disco. Destaques para a faixa título e a versão do Page para a traditional "White Summer". Edição especial com oito bonus tracks.
Tracklisting:
1. "Little Games" (Harold Spiro, Phil Wainman) – 2:25
2. "Smile On Me" (Chris Dreja, Jim McCarty, Jimmy Page, Keith Relf) – 3:16
3. "White Summer" (Traditional; Arrangement by Page) – 3:56
4. "Tinker Tailor Soldier Sailor" (Page, McCarty) – 2:49
5. "Glimpses" (Dreja, McCarty, Page, Relf) – 4:24
6. "Drinking Muddy Water" (Dreja, McCarty, Page, Relf) – 2:53
7. "No Excess Baggage" (Roger Atkins, Carl D'Errico) – 2:32
8. "Stealing Stealing" (Traditional; Arrangement by Dreja, McCarty, Page, Relf) – 2:42
9. "Only the Black Rose" (Relf) – 2:52
10. "Little Soldier Boy" (McCarty, Page, Relf) – 2:39
11. Goodnight Sweet Josephine [bonus track]
12. Puzzles [bonus track]
13. Ha ha said the clown [bonus track]
14. I remember the night [bonus track]
15. Ten little indians [bonus track]
16. Think about it [bonus track]
17. Goodnight Sweet Josephine [bonus track]
18. Together now [bonus track]
Formação:
Chris Dreja – bass guitar
Jim McCarty – drums, percussion, backing vocals
Jimmy Page – guitar
Keith Relf – harmonica, percussion, Vocals
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Richard Wright - Pink Floyd - 25 songs
Part 1
Relics - 1971
1. Paintbox (Wright) - gravação original de 1967
The Piper at gates of dawn - 1967
2. Pow R. toc H. (Barrett, Mason, Waters, Wright)
3. Interestellar Overdrive (Barrett, Mason, Waters, Wright)
A saucerful of secrets - 1968
4. Remember a day (Wright)
5. A saucerful of secrets (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
6. See-saw (Wright)
Ummagumma - 1969
7. Careful with that axe, eugene (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
8. Sysyphus, Pt. 1 (Wright)
9. Sysyphus, Pt. 2 (Wright)
10. Sysyphus, Pt. 3 (Wright)
11. Sysyphus, pt. 4 (Wright)
Part 2
Atom Heart Mother - 1970
12. Atom heart mother: Father's shout/Breats milky/Mother fore/Funky dung (Ron Geesin, David Gilmour, Nick Mason, Waters, Wright)
13. Summer '68 (Wright)
14. Alan's Psychedelic Breakfast: Rise and shine/Sunny side up/Morning... (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
Meddle - 1971
15. One of these days (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
16. Seamus (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
17. Echoes (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
Part 3
The dark side of the moon - 1973
18. Speak to me/Breathe (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
19. On the run (Gilmour, Waters, Wright)
20. Time (Gilmour, Mason, Waters, Wright)
21. The great gig in the sky (Waters, Wright)
22. Us and them (Waters, Wright)
23. Any colour you like (Gilmour, Mason, Wright)
Wish you were here - 1975
24. Shine on you crazy diamond Pts 1-5 (Gilmour, Waters, Wright)
25. Shine on you crazy diamond Pts 6-9 (Gilmour, Waters, Wright)
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Part 1
Part 2
Part 3
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Morre Richard Wright, um dos fundadores do Pink Floyd

Em seu blog, o vocalista e guitarrista David Gilmour, que entou no Pink Floyd depois que Syd Barrett pirou, escreveu uma nota lamentando a morte do amigo: "Eu realmente não sei o que dizer, além de que ele era um homem amável, gentil e genuíno, e que fará uma falta terrível a tantos que o amavam. E são muitas pessoas. Não era ele quem ganhava as maiores salvas de palmas ao final de cada show em 2006?" Para quem não lembra, o Pink Floyd voltou a se reunir depois de quase 20 anos longe das estradas, para participar do concerto Live 8.
Ainda esta semana prometo postar aqui uma seleção das composições de Wright. Nossa última homenagem ao mago dos teclados. Com informações do G1.
sábado, 23 de agosto de 2008
Forever 27
Confira fotos da exposição aqui.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Damon - 1969 - Song Of A Gypsy
Damon (David Del Conte) é um cantor e compositor cigano nascido na California.Durante os anos 60, ele tentou a sorte na música pop gravando alguns singles, mas no fim da década, migrou para o movimento do rock underground e em 1969, lançou de forma independente o álbum "Song Of A Gypsy".
O material é carregado do espírito psicodélico, com guitarras distorcidas (cortesia do guitarrista Charlie Carey), vocais profundos e toda uma aura mística, com direito a instrumentos de percussão típicos da cultura árabe, como snujs e derbak (ou derbakke, derback, dumbeg, tabla, etc).
A tiragem de 1969 foi baixa, assim o álbum se tornou raro, gerando cópias bootleg e preços exorbitantes por LPs originais (as duas edições de época, com e sem encarte duplo), até que no fim dos anos 90 foi lançada a primeira edição oficial em CD, seguida por reedições com diferentes trabalhos gráficos e até por um relançamento em LP.
01-Song Of A Gypsy
02-Poor Poor Genie
03-Don't You Feel Me
04-Did You Ever
05-Funky Funky Blues
06-Do You
07-The Night
08-I Feel Your Love
09-Birds Fly So High
10-The Road Of Life
Damon - Voz, guitarra
Atlee Yeager - Baixo, vocais de fundo
Charlie Carey - Guitarra
Carl Zarcone - Bateria
Richard Barham - Derbak
Helena Vlahos - Snujs
Mike & Lee Pastora - Percussão
Download
quarta-feira, 9 de julho de 2008
The Who - 1967 - The Who Sell Out
The Who Sell Out é o terceiro álbum da banda inglesa The Who. Concebido com um álbum conceitual, com músicas interligadas por jingles comerciais e anúncios de serviços públicos, Sell Out meio que simula uma rádio pirata, a Radio London. Parte da ironia do título e das imagens da capa vem da experiência de membros do grupo com publicidade. Em 2003, este álbum foi incluído na lista dos 500 maiores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone, em 113º lugar. Destaque para o single "I can see for miles" e as psicodélicas "Armenia City in the sky" e "Relax". Já "Rael" é uma mini-ópera que reapareceria mais tarde em "Tommy". O disco é uma mistura bem sucedida de mod pop com uma instrumentação poderosa. O relançamento em CD, de 1995, traz 11 bonus tracks.Lista de músicas / Tracklinsting:
1. "Armenia City in the Sky" (John Keen) – 3:12
"Radio London"
2. "Heinz Baked Beans" (John Entwistle) – 0:57
"More Music"
3. "Mary Anne with the Shaky Hand" – 2:04
"Premier Drums"
"Radio London" (Instrumental)
4. "Odorono" – 2:16
"Radio London"
5. "Tattoo" – 2:42
"Radio London" (Church of Your Choice)
6. "Our Love Was" – 3:0
"Radio London" (Pussycat)
"Speakeasy"
"Rotosound Strings"
7. "I Can See for Miles" – 4:17
"Charles Atlas"
8. "I Can't Reach You" – 3:03
9. "Medac" (Entwistle) – 0:57
10. "Relax" – 2:38
"Rotosound Strings"
11. "Silas Stingy" (Entwistle) – 3:04
12. "Sunrise" – 3:03
13. "Rael 1" – 5:44
Donwload
domingo, 22 de junho de 2008
Captain Beyond - 1972 - Captain Beyond
Eis o disco de estréia da Captain Beyond, banda de Los Angeles formada por ex-membros de outros grupos proeminentes - Rod Evens (Deep Purple), Bobby Caldwell (Johnny Winter), Larry Rheinhart e Lee Dorman (Iron Butterfly). Eles faziam um tipo de mistura entre progressivo, rock e heavy metal, com influências jazzísticas, resultando numa espécie de rock espacial lírico.Neste álbum, o Captain Beyond segue a receita dos Moody Blues e emendam uma música na outra. O time explora temas como outros mundos e o sentido da existência, típicos do rock progressivo, com referências freqüentes à lua, ao mar, ao sol, etc. Na resenha do AllMusic, é dito que os ouvintes são convidados a iniciar uma viagem ao espaço num foguete, com destino desconhecido. Destaques para a faixa de abertura, "Dancing Madly Backwards" e "As the Moon Speaks-Return", essa com uma bel linha melódica no baixo.
Faixas/tracklist:
1. Dancing Madly Backwards (On a Sea of Air) Caldwell, Evans 4:01
2. Armworth Caldwell, Evans 1:48
3. Myopic Void Caldwell, Evans 3:30
4. Mesmerization Eclipse Caldwell, Evans 3:48
5. Raging River of Fear Caldwell, Evans 3:47
6. Thousand Days of Yesterdays (Intro) Caldwell, Evans 1:19
7. Frozen Over Caldwell, Evans 3:46
8. Thousand Days of Yesterdays (Time Since Come and Gone) Caldwell, Evans 3:56
9. I Can't Feel Nothin', Pt. 1 Caldwell, Evans 3:06
10. As the Moon Speaks (To the Waves of the Sea) Caldwell, Evans 2:25
11. Astral Lady Caldwell, Evans :15
12. As the Moon Speaks (Return) Caldwell, Evans 2:13
13. I Can't Feel Nothin', Pt. 2 Caldwell, Evans 1:13
Formação/line-up:
Rod Evans - vocais/vocals
Larry Rheinhart - guitarra/guitar
Lee Dorman - baixo/bass
Bobby Caldwell - bateria/drums
Novo link (05/08/09): Download
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Jumping Jack Flash e Beggars Banquet 40 anos
A expectativa de fãs como eu era qual seria a próxima direção de banda, um descaralhamento total ou uma volta aos trilhos do blues, rock e R&B que tinham feito antes de maneira brilhante. A resposta veio em maio de 1968 com o single “Jumping Jack Flash”, rock do bom com aquela crueza típica da banda, um riff desdobrado do riff de “Satisfaction”, ambos antológicos, perfeitos, geniais. "Jumping Jack era o apelido do jardineiro de Keith Richards, que Jagger usou para dar nome ao personagem da letra.
Wyman reivindica a paternidade do riff nos livros autobiográficos “Stone alone” e “Rolling with the Stones”. Ele diz que o criou num órgão no estúdio, daí a banda o aperfeiçoou até o formato final que inclui guitarras passadas através de um gravador cassette da Philips para fazer o som ficar bem rudimentar. A letra fala de um personagem nascido num furacão de fogo, criado por um vagabundo barbado e sem dentes que foi à escola com uma correia atravessada nas costas e um cravo atravessado na cabeça. No lado dois, para fazer o contraste, a lírica balada “Child of the moon”, uma das mais bonitas da banda.
Com o single, os Stones iniciaram uma fase que se estenderia até 1973 com o produtor e percussionista Jimmy Miller (1942 – 1994), que tinha (e viria a ter) no currículo trabalhos com as bandas Traffic, Blind Faith, Spencer Davis Group, Plasmatics e Motorhead.
“Beggars Banquet” é essencialmente acústico, com violões incendiários e um acento country que dá a personalidade do disco. Nele está o original de um dos hinos da banda, “Sympathy for the devil”, um desdobramento do título do LP anterior, uma canção que associaria a banda a Satã/Lúcifer e a acontecimentos estranhos. No Festival de Altamont, quando houve um assassinato pelos Hells Angels (Anjos do Inferno) Jagger disse que alguma coisa estranha sempre acontecia quando eles tocavam “Sympathy for the devil”. Daí terem sido chamados por um tempo de suas majestades satânicas.
Isso se deve ao fato de Jagger encarnar Lúcifer na primeira pessoa numa letra em que o coisa ruim reivindica vários fatos históricos como a morte do czar Nicolau II e da princesa Anastásia na revolução comunista de 1917 na Rússia, afirma ter sido um dos generais de Hitler, diz que todo policial é um criminoso e compartilha com o ouvinte o assassinato dos Kennedy, John (presidente em 1963) e Robert (senador em 1968). A parte musical para a banda é um samba, influência de viagens de Mick e Keith ao Brasil para férias, mas para nós pode ser tudo menos isso. O filme “One plus one”, do cineasta francês Jean Luc Goddard, mostra a banda em estúdio ensaiando a música. O filme foi rebatizado como "Sympathy forthe devil" quando saiu em DVD para faturar em cima do nome da banda.
“Dear Doctor” também fala de um amor errado – a noiva fugiu com um primo do noivo no dia do casamento - com um pedido de ajuda ao doutor para que tire do peito o coração esmagado, mas no final da música ele já pede o coração de volta porque tudo ficou bem. Jagger acentua a interpretação com um sotaque carregado enquanto os violões soltam faíscas.
“Jig saw puzzle” é um rock/blues em torno do piano de Nicky Hopkins com intervenções brilhantes de Keith na guitarra. Jagger destila uma letra inspirada sobre pessoas fora da lei e deslocadas na vida, entre elas a filha de um bispo, um gangster sanguinário que é um perfeito pai de família, 20 mil avós que queimam seus cartões de pensão e uma banda de rock com um cantor irritado por ser jogado aos leões, um baixista nervoso com as garotas do lado de fora (alusão a Bill Wyman, o maior garanhão da banda), um baterista perturbado por não manter o compasso e um guitarrista avariado (Brian?).
"Prodigal son" é um gospel do reverendo Robert Wilkins que Jagger e Richards malandramente assinaram quando o disco saiu, mas depois foi corrigido. Os Stones o transformam num blues com violões pesados de Keith Richards e do convidado Ry Cooder e Brian Jones na harmônica. A fabula do filho pródigo da Bíblia com um toque de malícia dos Stones.
“Stray cat blues” é uma canção sacana sobre as groupies, as meninas que seguiam as bandas de rock e serviam de pasto para o apetite sexual dos músicos. “Aposto que sua mãe não sabe que você arranha desse jeito/ Aposto que ela nunca te viu gritar assim”, canta Jagger. Um rock abluesado e elétrico pontuado por uma guitarra bem aguda de Keith.
“Factory girl” fala de um cara esperando uma operária sair da fábrica, uma garota com manchas no vestido, com quem se pode tomar um porre no final de semana. Uma referência meio irônica à mulher do povo, que vive mal e sonha com uma vida melhor. Levada com violões e um violino agudo tocado por Rick Grech, das bandas Family e Traffic.
“Salt of the earth” é uma homenagem igualmente irônica às pessoas comuns, o sal da terra, numa letra que levanta um brinde a elas, mas as acha muito estranhas e irreais, como se não fossem de verdade. “Vamos beber aos milhões que precisam de líderes mas só conseguem a escória”, diz um verso. Keith começa cantando ao som de violão, a canção vai num crescendo instrumental e chega até um coral gospel.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Iron Butterfly - 1968 - In-A-Gadda-Da-Vida

1. Most Anything You Want Ingle 3:44
2. Flowers and Beads Ingle 3:09
3. My Mirage Ingle 4:55
4. Termination Brann, Dorman 2:53
5. Are You Happy Ingle 4:29
6. In-A-Gadda-Da-Vida Ingle 17:05
Vocais/vocals, teclados/keyboards: Doug Ingle
Guitarra/guitar: Erik Braunn
Baixo/bass: Lee Dorman




